Sexta-feira, 12 de junho de 2026 - 08h05

Diferença no trato ao cliente entre LIDL e ALDI em Portugal e na Alemanha
Enquanto as grandes cadeias de supermercados europeias apostam na padronização de serviços, um olhar atento revela diferenças profundas entre a mesma empresa em dois países. Há um contraste de atitude entre a Alemanha e Portugal no que toca à forma como cadeias como o LIDL e o ALDI tratam os seus clientes.
... O exemplo mais gritante está num serviço básico, quase primário, como a disponibilização de casas de banho para clientes. Em Portugal, as lojas do LIDL e do ALDI disponibilizam, regra geral, sanitários acessíveis a quem está a fazer as suas compras. Na Alemanha, país de origem de ambas as cadeias, o mesmo não acontece. As casas de banho são, na sua maioria, exclusivas para funcionários, fechadas ao público.
A realidade é chocante: Na Alemanha não é raro ver-se atrás dos prédios das empresas excrementos de pessoas que não tiveram outro remédio senão correr para trás do edifício...
A lógica alemã é pragmaticamente financeira: abrir uma casa de banho ao público implica custos de limpeza, manutenção, segurança e maior desgaste das instalações. É um custo sem retorno direto e por isso, elimina-se. Portugal, país com menores recursos económicos, opta por manter esse serviço, não por lucro, mas por uma questão de atenção à pessoa...
Portugal, com uma cultura de proximidade e menor pressão de produtividade, mantém ainda resquícios de uma economia de base relacional.
A diferença não é de menosprezar. “É um termómetro da alma de um país", diz a socióloga Marta Figueiredo. "Uma empresa que fecha a porta da casa de banho a um cliente está a dizer-lhe: O que me interessa é o seu dinheiro, não a sua necessidade.”
Parabéns a Portugal... mas sem euforia
Parabéns Portugal pela diferença positiva, mas tem cautela e fica alerta. A pressão para adoptar modelos de gestão internacionais, a crise da habitação, o aumento do custo de vida e a crescente precariedade podem levar a que, num futuro próximo, os supermercados portugueses sigam o exemplo alemão, cortando nos bens de humanidade para poupar uns cêntimos; o problema maior virá da influência da Alemanha na Europa, que, de momento, se encontra exasperada...
LIDL e ALDI em Portugal parecem dispostos a manterem as casas de banho abertas ao público. Na Alemanha, as empresas quando questionadas remetem para a legislação local, que não obriga a esse serviço. Tal resposta revela a pobreza humana de ambas as partes.
António da Cunha Duarte Justo
Texto completo em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=
EDUCAÇÃO SEXUAL SÓ COM O CONSENTIMENTO DOS PAIS
A batalha pelo poder trava-se, antes de tudo, no campo da sexualidade e da informação
Nas escolas italianas, a educação sexual só poderá ser ministrada no futuro com o consentimento expresso dos pais. A nova legislação reflete uma crescente resistência à ingerência do Estado em matérias consideradas da responsabilidade primária das famílias.
Nos jardins de infância e nas escolas primárias, a educação sexual fica mesmo proibida. A lei entrará em vigor durante as férias de verão e tem suscitado um amplo debate público.
Os defensores da medida argumentam que os pais são os primeiros responsáveis pela educação dos filhos e que questões relacionadas com a sexualidade, os valores morais e a identidade pessoal não devem ser impostos por programas estatais sem o conhecimento e a concordância das famílias...
Enquanto os setores mais conservadores tendem a defender a primazia dos direitos da pessoa, da família e das instituições da sociedade civil, os setores progressistas atribuem ao Estado o papel da promoção de valores, direitos e políticas educativas.
Quem molda a compreensão da sexualidade e orienta o fluxo da informação dispõe das duas alavancas mais profundas do poder político-social. Isto porque a sexualidade regula a vida privada e a informação regula a vida pública: o poder procura ter ambas na sua mão.
António da Cunha Duarte Justo
Texto completo em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=
Ver menos
Em contrapasso desta data em que o político dança vamos carpir o outro lado da nação:
CAMÕES NA AGONIA FESTIVA
Morreu Camões na data desta festa
e a pátria, em folhas de jornal, embalsama
o peito onde ardeu D. Sebastião.
Cheira a sardinha, a incenso, a pão sem alma,
pois o corpo da nação, em agonia,
dança a valsa dos discursos vazios
sobre um caixão de luz e nostalgia.
As caravelas do poder são barcos
de abutres em redor, o deus Mamon
chama de Bruxelas, e os seus arcos
de ouro queimam a cruz, a espada, o Livro.
Os heróis que o poeta fez de espanto
secaram nas veias dos que nos governam,
e as vagas das revoluções, no pranto,
levaram a nossa face para o Tártaro.
Mas há cinzas que pulsam: uma brasa
debate-se com o fantasma surdo
do poder cadáver que não casa
com o ritmo do povo. No mais fundo
da escrava geradora, há um grito de mar:
“Já fomos mar, não vamos ajoelhar.”
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=
10 de Junho de 2021
Sexta-feira, 12 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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