Sexta-feira, 17 de outubro de 2014 - 08h58
Tornou-se consenso pelo país de que o eleitor é responsável pelos políticos que fazem trapaças com dinheiro público por ser ele quem “faz o político”.
Sempre ao se aproximar das eleições, começa um bombardeio de propaganda e vinhetas com o objetivo de cobrar do eleitor o exercício da cidadania por meio do chamado voto consciente. Até da Justiça Eleitoral aparecem mensagens reiteradas no mesmo sentido que, definitivamente, extrapola seu papel institucional.
Nesse aspecto da cidadania ninguém diz que o cidadão deveria participar antes para influenciar numa boa escolha dentro dos partidos.
A escolha de candidatos é feita por dois os três dirigentes dos partidos. Todos, indistintamente, agem assim. Selecionam seus fanfarrões por considerarem puxadores de voto. São ex-famosos do esporte, da música, das bizarrices da televisão, até as vítimas de violência de caso de grande repercussão.
Não existe nenhuma correlação entre o que o candidato fez na carreira com sua posição política. Por exemplo, qual fora a posição de Marcelinho Carioca e de uma mulher-fruta com relação ao impeachment de Collor? Não se sabe nada sobre a posição deles sobre o voto obrigatório e a diminuição da maioridade penal; enfim, sobre nada, simplesmente porque eles nunca deram uma opinião. Parece fazer parte dessas atividades não opinar sobre nada.
Depois dessa leva de anencéfalos ser escolhida, aí lhes atribuem a responsabilidade pela qualidade de quem você vai ficar lá em cima.
Alguns defendem que a propaganda eleitoral e os debates existem para os candidatos mostrarem suas propostas e programas de governo no percurso até a eleição. Pelo contrário: essas propagandas tornam-se um festival de acusações, ofensas e baixaria.
Nessas eleições de 2014, Marina Silva foi a vítima do primeiro turno e agora os dois candidatos à Presidência da República sobem num estúdio como se estivesse subindo num ringue.
No primeiro debate do segundo turno, na TV Bandeirantes, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) extrapolaram na baixeza e ambos chamaram um ao outro de leviano. Aécio terceirizava ao afirmar que era o governo. Dilma o chamava diretamente. Isso carimbou meu voto nulo.
Todos os candidatos dizem que seus governos darão prioridade à saúde, à educação, à segurança, à diminuição de impostos; aos aeroportos, portos, ferrovias e às estradas; ao salário, aos bolsas-tudo; às creches, aos jovens, às crianças, aos adultos e idosos. Só esquecem do significado de que a prioridade de uma coisa em função de outras. Esquecem até da velha máxima de “quem prioriza tudo, não prioriza nada”.
Pelos insultos na TV Bandeirantes, conclui-se que a partir de 2015 ou o Brasil será governado por um leviano ou por um mentiroso. Anular torna meu voto mais condizente do que colocar uma figura com esse perfil na Presidência da República. E não vou mais assistir às acusações recíprocas com ou sem o nome de debate.
Pedro Cardoso da Costa
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