Sábado, 12 de agosto de 2023 - 10h27

O PAC – Programa de Aceleração do Crescimento - foi lançado em
janeiro de 2007 no governo do presidente Lula, seguido do governo Dilma, anteriormente
apelidada pelo petista de “a mãe do PAC”, quando chefiou a Casa Civil (2005 –
2010). Como o próprio nome acentua, a finalidade do programa era acelerar o
crescimento econômico, aumentar o emprego e melhorar as condições de vida da
população.
O programa previa investimentos na ordem de R$ 1,7 trilhão, mas,
como se viu, nem tudo saiu como planejado, e o PAC entrou para a história como
um dos maiores (senão o maior) fiasco da administração petista, deixando um
cemitério de obras inconclusas espalhadas pelos quatro cantos do país.
Inúmeros foram os motivos que contribuíram para o malogro do
PAC, entre eles falta de dinheiro, ausência de projetos e superfaturamento,
como é o caso da hidrelétrica de Belo Monte, orçada em R$ 17 bilhões, mas que
teria custado aos cofres públicos nada menos que R$ 30 bilhões. Angra III também
foi alvo de denúncias de corrupção. Há casos de obras que não teriam sido
iniciadas, mas teria sido pago cem por cento do recurso. O sobrepreço também
esteve presente em muitas delas.
Agora o presidente Lula lançou o novo PAC prometendo investir R$
1,68 trilhão nas áreas da saúde, educação, inclusão digital, água potável,
infraestrutura, transporte, segurança pública, entre outros setores. No papel,
o novo PAC impressiona pela quantidade de obras e pelo extraordinário volume de
recursos. Não sem motivo muita gente está querendo saber onde e como o governo
vai fazer para arrumar tanta grana.
A saída é apelar para a iniciativa privada. O problema é que o
empresário brasileiro não tem o péssimo hábito de colocar dinheiro em projeto
sem retorno garantido. Lembrando que o arcabouço fiscal ainda patina pelo
Congresso Nacional e que o governo não tem disponibilidade orçamentária para
bancar o negócio sozinho. Se o presidente Lula logrará êxito ou não em mais de
suas tentativas de “colocar esse país nos trilhos do desenvolvimento
econômico”, como ele mesmo diz, só o tempo dirá. Guardemos os próximos
capítulos dessa novela repaginada.
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