Segunda-feira, 22 de dezembro de 2025 - 11h50

As campanhas eleitorais já começaram. Começaram e continuarão como sempre começam e continuam. De repente, num passe de mágica, políticos cuja história não avaliza o que dizem, “mudam” de conduta.
Aqueles que estão no Poder Executivo, nesse período querem mostrar que trabalham como nunca trabalharam durante os anos que ocuparam seus mandatos. Suas equipes de marketing que exercitem sua criatividade ao máximo. Todo limão precisa tornar-se uma limonada com a rapidez possível. Um feito de pouca relevância tem de ser espetacularizado de modo positivo. O que era uma obrigação da função de quem a exerce, precisa parecer um favor prestado à população.
Os candidatos à releição do Poder Legislativo que não cumpriram as promessas feitas na campanha anterior e durante o mandato, começam a criar factóides, a renovar suas falsas promessas que, certamente, mais uma vez, não serão cumpridas, com a cara de pau de sempre. Haja óleo de peroba!
Os canditados que estão tentando pela primeira vez a eleição, geralmente, seguem a mesma fórmula. O mau exemplo é contaminante. Ora, pensa a maioria: se a regra do jogo danoso que aí está vem dando certo, é porque compensa; logo, por que não praticá-la? Elementar.
E assim caminha a mundo político nesse país que está perdendo todas as guerras contra esse tipo de gente que usa o poder tão somente para se dar bem. No final, quem paga essas contas somos nós, brasileiras e brasileiros que ganhamos honestamente nossos proventos.
Aqui vai a pergunta dolorosa, mas sempre necessária: quem dá poder a esses maus políticos? Nós, é claro, através do voto. Sim, eleitoras e eleitores, somos nós os verdadeiros culpados por termos dado oportunidade para quem não deveríamos. Enquanto não tomarmos vergonha na cara, termos senso de bem comum, de cidadania e de defesa dos interesses coletivos — onde os nossos também estão incluidos —, continuaremos a nos ferrar, sem dó nem piedade, pela maior parte desses aproveitadores contumazes que deveriam ser banidos da vida pública do nosso país.
Será que tudo que continuamos passando em decorrência da ação desses detentores de poder público ainda não foi suficiente para votarmos com mais responsabilidade? Se não foi, aquele ministro teve razão em nos chamar de manés. Idiotas, melhor diria.
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