Terça-feira, 17 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Opinião

Opinião: Cultivo das letras e cultura da paz



João Baptista Herkenhoff

A cultura da paz e da cidadania suplanta o acolhimento constitucional e legal dos valores “paz” e “cidadania” .

A paz e a cidadania, como valores, alimentam a Constituição brasileira de 1988, como também as Constituições de países latino-americanos e de países do mundo.

A paz e a cidadania são valores presentes na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem.

A paz e a cidadania estão consagradas nos pactos internacionais firmados pelo Brasil e firmados também por vizinhos da América Latina.

Mas a cultura da paz e da cidadania suplanta a força dos pactos que sejam firmados pelas nações.

A cultura da paz e da cidadania é mesmo mais efetiva que os mecanismos de fiscalização e controle que sejam estabelecidos para fazer que vigore a paz e seja a cidadania respeitada.

Consagração constitucional e legal, celebração de pactos, instituição de mecanismos de controle – tudo isso é importante na defesa da paz e na luta pela cidadania.

Entretanto, a nosso ver, uma cultura da paz e da cidadania é decisiva para a vigência efetiva e plena desses valores, no mundo, na vida concreta dos povos. Ou dizendo de outra forma: Constituição, leis, pactos, mecanismos controladores exigem como pressuposto uma “cultura da paz e da cidadania”.

Essa cultura da paz e da cidadania planta-se na consciência dos seres humanos, resulta de uma busca da inteligência e da vontade.

Cultura da paz, devotamento à paz, absorção da idéia da necessidade da paz, disseminação do sentido de paz em todo o organismo social, em nível nacional e em nível internacional – este é o desafio que cabe enfrentar.

Como condição e conseqüência de uma “cultura da paz” cabe, igualmente, lutar pela instauração e solidificação de uma “cultura da cidadania”.

A meu ver, uma cultura da paz e da cidadania pede um imenso esforço de educação. Trata-se de uma empreitada específica, direcionada a um objetivo escolhido, ou seja “educar para a paz e a cidadania”, educar para o florescimento, a manutenção e a defesa da paz, educar para a conquista da cidadania e pelo zelo na preservação da cidadania. Ou de maneira ainda mais incisiva – o que se deve pretender é a educação para plasmar na alma das pessoas, dos grupos sociais, dos povos uma cultura da paz e da cidadania radicada no inconsciente coletivo.

Esse esforço educacional terá, necessariamente, diversas fronteiras de militância: na escola, na família, nas igrejas, nas organizações da sociedade civil, nos meios de comunicação social.

Creio que o cultivo das letras e o ambiente acadêmico possam contribuir para a construção da paz. Academia de letras é, na sua essência, espaço de acolhimento, boa vontade, diálogo, cooperação.

Esta é a razão pela qual suponho apropriado exaltar a Paz numa revista da Academia Cachoeirense de Letras.


 

Gente de OpiniãoTerça-feira, 17 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Para além da sociologia

Para além da sociologia

Os Limites da Análise de Roxana Kreimer e a Exigência de uma Matriz Antropológica IntegralAntónio da Cunha Duarte JustoResumoO presente artigo propõ

Marcos Rogério sai na frente na corrida pelo governo de Rondônia

Marcos Rogério sai na frente na corrida pelo governo de Rondônia

Começam a esboçar as primeiras pré-candidaturas ao governo de Rondônia. E quem deu o pontapé inicial na corrida pela sucessão do governador Marcos R

Brasil, próxima vítima dos EUA

Brasil, próxima vítima dos EUA

           A China é um país comunista e hoje tem um PIB que rivaliza com o dos Estados Unidos. Fala-se que a partir dos anos 2030/2035 os chineses

Deus não é cabo eleitoral

Deus não é cabo eleitoral

É comum candidatos aos mais diferentes cargos da República usarem o santo nome de Deus em suas aparições públicas e nos programas de propaganda elei

Gente de Opinião Terça-feira, 17 de março de 2026 | Porto Velho (RO)