Terça-feira, 8 de fevereiro de 2011 - 06h29
Completar 350 anos de história oficial e “branca” já seria um dado importante para Santarém (PA) festejar este ano. Mas a presença indígena, inclusive urbana, é muito mais antiga do que se imagina, levando a crer que esta é a cidade mais antiga das Américas.
A noção dos índios exclusivamente nômades, sem cultura urbana, vai sendo passo a passo demolida pelo aprofundamento das pesquisas sobre o passado amazônico ignorado pelos conquistadores europeus. E Santarém teria sido uma antiga cidade indígena, bem antes do início de sua história oficial, que começa com a expedição do conquistador espanhol Francisco Orellana pela região, em 1542, quando saqueou as plantações dos índios Tapajós.
Localizada na confluência dos rios Amazonas e Tapajós, Santarém teve seu nome tomado de sua homônima portuguesa, conquistada ao domínio mouro pelo rei português dom Afonso Henrique, em 1147.
Em 22 de junho de 1661, o padre João Felipe Bettendorf instalou sua missão na aldeia dos Tapajós, dando origem à cidade de Santarém. Na atualidade, estudos arqueológicos partindo de indicações mais precisas lançam luzes bem mais remotas sobre a ocupação humana da Amazônia, para reescrever uma história até então exclusivamente “branca”.
Um artigo publicado pela revista Science sustentou que mesmo cem anos depois do achamento do Brasil, em 1600, os índios viviam em aglomerados que poderiam ser considerados como indicativos de um tipo de urbanismo pré-histórico, comparável a algumas “pólis” gregas.
No mesmo rumo, o historiador e arqueólogo Eduardo Neves publicou na edição brasileira da revista National Geographic depoimento sobre seus estudos, segundo os quais a Amazônia estava repleta de sociedades indígenas no ano 1000, algumas hierarquizadas, lideradas por chefes supremos, capazes de comandar um exército de guerreiros.
Com uma população estimada em mais de 5 milhões de pessoas, a maior floresta tropical do planeta naquela época já era berço de profundo florescimento cultural. Antes mesmo de a Renascença surgir na Itália, cerâmicas com padrões gráficos sofisticados já eram produzidos em Marajó e nas regiões de Manaus e Santarém.
Para Neves, a descoberta em Santarém das cerâmicas provavelmente mais ancestrais das Américas tende a confirmá-la como a cidade brasileira mais antiga com origens pré-coloniais.
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Fonte: Carlos Sperança - csperanca@enter-net.com.br
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