Porto Velho (RO) quinta-feira, 3 de dezembro de 2020
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Ônibus fantasmas e indústria de multas


█ Todos que têm estabelecimentos comerciais e afins na Av. Calama, principalmente em seu lado direito, estão ameaçados, a curtíssimo prazo, a fecharem suas portas, tendo como consequência uma decisão insensata do SEMTRAN - Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito, em transformar este logradouro público em um Corredor de Ônibus, no trecho compreendido entre a Av. Jorge Teixeira à Av Presidente Dutra, em vigor desde o dia 13 de abril de 2013, até às 19:00 horas.

 █ Com a criação do corredor de ônibus da Av. Calama fica proibido o estacionamento de todo tipo de transporte na pista direita desta mencionada artéria pública, em detrimento da população, do interesse econômico do comércio, da indústria e do serviço público, quando se sabe muito bem que o insignificante fluxo de ônibus, considerando a reduzida frota de transporte coletivo da capital — que circula na mencionada artéria pública —, por si só não justifica tal medida, constituindo-se, portanto, em uma medida impopular, iniciativa inoportuna, insensata, imprópria e inaceitável para o momento, até porque o mencionado Corredor de Ônibus foi de direito instalado mas, de fato,  inexiste, pela ausência da sinalização adequada.  

█ Nem mesmo os moradores e comerciantes da Av. Calama, ao retirarem seus veículos das garagens e descerem para fechar os portões são poupados pelos fiscais da SEMTRAM, de plantão, que surgem de repente, do nada, sempre em dupla, motorizados, uma espécie de “Batman e Robin”, como se estivessem esperando para aplicar a multa, ao considerar que o veículo estivesse estacionado, e os mesmos dão, ainda, o mau exemplo em estacionar suas motocicletas justamente no local em que consideram proibido, fato este que vem se tornando corriqueiro, aborrecendo e causando transtorno aos moradores, micros e pequenos empresários da Calama, dando-nos a verdadeira impressão de que a Prefeitura de Porto Velho instalou, realmente, uma grande indústria para fabricação de multas, como se a administração do Dr. Mauro Nazif estivesse cumprindo promessas de palanque anunciadas na recente campanha: “em dar prioridades a industrialização de multas na cidade de Porto Velho, capital do estado de Rondônia”.

█ Estamos aproveitando este espaço para expressar o descontentamento com a criação do “Corredor de Ônibus da Av. Calama”, como exigência de todos nós prejudicados com esta iniciativa municipal, em tom de apelo, da maioria dos moradores, empresários e comerciantes da Avenida Calama, especialmente os localizados no Bairro São João Bosco, para que o Prefeito de Porto Velho, Dr. Mauro Nazif, atente para os seguintes pontos:

  • que a Av. Calama, no momento, não se presta como Corredor de Ônibus, uma vez que este transporte coletivo é muito raro e muito pouco se ver ônibus por esta artéria, quando se pode chamar de corredor de ônibus fantasmas.
  • exigir, com urgência, que o Secretário Municipal de Transporte e Trânsito, Carlos Guttemberg, revogue esta  famigerada portaria ou qualquer coisa similar que possa ser chamado que criou este “Corredor de Ônibus da Avenida Calama”;
  • atentar que os prejudicados, com o advento do “Corredor de Ônibus da Av. Calama”, são, em sua grande maioria, seus verdadeiros cabos eleitorais e, portanto, seus eleitores;
  • considerar que mais de 50% das vendas e dos serviços das micros e pequenas empresas caíram na área deste “Corredor de Ônibus” por conta da tal iniciativa municipal;
  • considerar que o desgaste da administração municipal é muito grande ao se confrontar com os benefícios que tal serviço se presta à comunidade;
  • considerar que o morador que chega em casa e estaciona seu veículo do lado esquerdo da pista e, depois, tem que atravessar a mencionada via para chegar em casa ou em seu estabelecimento corre grande risco em sofrer um atropelamento, tendo em vista a alta velocidade em que os veículos trafegam nesta área, principalmente o grande fluxo de veículos e de motos;
  •  considerar que já se tornou motivo de piada — quando afirmam, em tom de chacota, que este famigerado Corredor de Ônibus da Av. Calama” é uma obra marcante e a mais importante da atual administração municipal — que não concordamos com este tipo de gozação;
  • solicitar, com a máxima urgência, que o Secretário do SEMTRAN páre de inventar moda, com todo respeito;
  •  avisar e explicar para o mencionado Secretário da SEMTRAN que este local delimitado para se tornar como Corredor de Ônibus dificilmente trafega este raro transporte coletivo;

█ Em assim sendo, atendido este pleito de todos os prejudicados da Av. Calama, aqui registrado, a Prefeitura de Porto Velho, através da SEMTRAN, estará prestando um grande serviço público e social aos munícipes da cidade de Porto Velho, como uma grande obra social — não atrapalhar as pessoas que residem e trabalham nesta mencionada AVENIDA, especialmente, porque todos já contribuem com os impostos e taxas cobradas pela administração municipal e, ainda, por cima, ter que pagar multas.

Antônio de Almeida Sobrinho é graduado em Engenharia de Pesca, Pós-Graduação pela FAO em Tecnologia do Pescado, Pós-Graduação pela UNIR-RO em Análise Ambiental na Amazônia Brasileira, Mestrado pela UNIR-RO em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente e Conselheiro de Administração do SESCOOP/OCB-RO, período 2013/2017.

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