Porto Velho (RO) domingo, 25 de agosto de 2019
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O Rei da Paz e da Misericórdia entra na nossa vida



Dom Roberto Francisco Ferreria Paz

Bispo de Campos (RJ)

O Domingo da Paixão mais conhecido como Domingo de Ramos, configura o solene portal da Semana Maior, denominada de Santa, da Clemência Divina, da Redenção e da Misericórdia. Na História da Salvação duas semanas vertebram o fio condutor do Plano de Deus: a primeira semana chamada da Criação e a semana santa quando se consumou o mistério da Redenção. 

Jesus entra na cidade da Paz, Jerusalém, montado num jumento cumprindo a profecia de. Zacarias, como Rei da Misericórdia e da Justiça restauradora do Senhor, sendo aclamado como Filho de Davi, como o Messias prometido pelos adolescentes e jovens hebreus junto a uma grande multidão. Domingo festivo, de entusiasmo e alegria, mas também de expectativas falsas, pois somente os adolescentes e os jovens perceberam o novo em Jesus, revelador da misericórdia e compaixão de um Deus amor, próximo e bondoso. 

Para o resto tratava-se de um Messias temporal e nacionalista, que ia expulsar os romanos, resgatando o esplendor do Reino político de Israel. Também nós podemos esquecer e confundir a perspectiva, querendo aceitar uma religião de poder e prosperidade, rejeitando como fizeram muitos do mesmo povo, o Redentor misericordioso, manso e humilde que salva pela solidariedade e compaixão. 

É significativo verificar nesta Semana Maior os símbolos que expressam a Nova Criação, ou seja, o chamado a uma ressurreição plena da vida humana e de todas as criaturas. As próprias palmas e ramos que recicladas nos darão as cinzas da próxima Quaresma convidando-nos a conversão, a Cruz o trono da misericórdia como a árvore da Vida que fecunda os corações e a Terra, o túmulo onde foi depositado o corpo de Jesus junto a um jardim evocando o paraíso primordial restaurado pela Páscoa; a luz no Círio da Vigília, a água, e os santos óleos que marcam a vida nova de redimidos em Cristo. Que nesta semana com Jesus, o Rosto da Misericórdia, possamos assumir como cristãos ressuscitados para o amor, o cuidado e a responsabilidade com a Casa Comum, testemunhando a Nova Criação e a Páscoa de um Novo Céu e uma Nova Terra. Deus seja louvado!

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