Terça-feira, 23 de setembro de 2025 - 08h12

Não faz muito tempo, o desabastecimento de água tratada na
cidade de Porto Velho ocupou discursos oficiais e espaços privilegiados em
sites de notícias, mas logo o tema caiu na vala comum do esquecimento, como
quase tudo que diz respeito ao interesse da população. Hoje, um dos assuntos
mais comentados nos jornais eletrônicos e nas mídias sociais é a sucessão do
governador Marcos Rocha.
À exceção daqueles que precisam do precioso líquido, quase não
se ouve falar sobre a escassez de água na capital, evidenciando que o problema não
compõe o mosaico das preocupações de políticos e autoridades. Enquanto isso, o
acesso a água de qualidade vai ficando cada vez mais difícil. Nos bairros mais
distantes do centro, há um grande contingente de pessoas que não tem direito a
água, não possui renda para comprá-la e recorre a meios não oficiais para
conseguir suprir parte de suas necessidades quanto ao uso desse produto. Parece
um absurdo que esse quadro seja parte da realidade dos porto-velhenses, mas é.
A falta de água na capital do estado de Rondônia é o reflexo da
ausência de determinação e vontade pública de gestores públicos em fazerem
valer os aspectos meramente importantes para a população que mora em Porto
Velho, combinado com a ausência de uma política direcionada para o setor. Os
problemas vivenciados no decorrer desses vinte anos é parte da herança negativa
dessa postura. Não menos grave é a situação do esgoto e do saneamento.
Sábado, 6 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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