Sexta-feira, 15 de maio de 2026 - 08h00

A meu ver, comete um tremendo
erro de avaliação quem pensa que o governador de Rondônia, Cel. Marcos Rocha, está
politicamente morto, incapaz, por isso mesmo, de levar a bom termo suas
eventuais pretensões políticas. Respeito os que pensam diferente de mim. Escrevo
não como partidário do senhor Rocha, tampouco na condição de alguém que detém procuração
para defendê-lo, muito menos de quem ocupa cargo em sua administração. Faço-o baseado
em evidências. Que evidências? Pesquisa realizada pelo Instituto Real Time Big
Data, divulgada pelo Diário do Poder, em outubro de 2025, na qual 58% do
eleitorado aprova sua gestão. Isso não faz muito tempo.
Reconhecidamente, o governo
Marcos Rocha estagnou na prestação de serviços à população nas áreas da saúde,
segurança pública, infraestrutura, mas registrou resultados positivos em
outras. Isso é próprio da dinâmica da gestão pública. O sucesso ou fracasso de
alguns setores da administração depende de fatores os mais diversos, entre eles
a questão orçamentária. Nenhum governo é cem por cento bom.
Marcos Rocha reelegeu-se, no
segundo turno, com quase 54% dos votos válidos. Seu governo tem problemas? Claro!
Isso é natural. Mas esse expressivo percentual eleitoral não virou pó da noite
para o dia, como erroneamente alguns imaginam. Quer queira, quer não queira, Rocha
possui peso na balança eleitoral que o credencia não só a disputar uma vaga
para o Senado, com possibilidade de êxito, como também de influenciar no
processo sucessório. Por isso, não convém subestimá-lo.
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