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Lula e Flávio Bolsonaro empatados no quesito rejeição


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

A pouco menos de cinco meses da eleição para a presidência da República chama a atenção que os dois principais concorrentes ao mais alto e importante posto de mando do país estão tecnicamente empatados. O embate não ocorre, como se poderia deduzir, no campo da aceitação popular, do respeito e da credibilidade, mas no quesito rejeição. O pré-candidato do Partido Liberal lidera com 54% e o petista aparece com 53%, segundo matéria publicada na revista Veja. Isso é uma vergonha! Pior é saber que o terceiro colocado nas pesquisas de opinião joga no time do centrão – grupo de parlamentares que se acostumou a apoiar governos em troca de cargos e liberação de verbas públicas. 

Como se vê, o eleitor terá uma missão extremamente espinhosa pela frente, ou seja, escolher o menos ruim. Difícil vai ser separar o joio do trigo. Será que estamos condenados a escolher “aquela coisa diferente sempre igual”, como diz um trecho de uma música de Roberto Carlos? Lamentável! Nosso país merece mais, muito mais. Merece políticos verdadeiramente comprometidos com as causas sociais, e, principalmente, com os segmentos mais sofridos da população, e não preocupados com projetos de poder, movidos apenas por interesses de grupos e pelo egocentrismo delirante.

Infelizmente, o que se tem visto é o ajuntamento de velhas e felpudas raposas da política nacional brigando para se perpetuarem na crista da onda, alicerçadas na falsa crença de que o eleitor existe para ser enganado, tentando, inutilmente, subestimar a inteligência e a força do povo, que pode, e muito, principalmente, quando lhe é assegurado o espaço democrático do livre exercício da vontade. Flávio ou Lula, o que dá para rir, dá para chorar e, pelo jeito, muita gente vai chorar.

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