Quinta-feira, 14 de maio de 2026 - 12h55

A pouco menos de cinco meses da eleição
para a presidência da República chama a atenção que os dois principais
concorrentes ao mais alto e importante posto de mando do país estão
tecnicamente empatados. O embate não ocorre, como se poderia deduzir, no campo
da aceitação popular, do respeito e da credibilidade, mas no quesito rejeição. O
pré-candidato do Partido Liberal lidera com 54% e o petista aparece com 53%,
segundo matéria publicada na revista Veja. Isso é uma vergonha! Pior é saber
que o terceiro colocado nas pesquisas de opinião joga no time do centrão –
grupo de parlamentares que se acostumou a apoiar governos em troca de cargos e
liberação de verbas públicas.
Como se vê, o eleitor terá uma missão
extremamente espinhosa pela frente, ou seja, escolher o menos ruim. Difícil vai
ser separar o joio do trigo. Será que estamos condenados a escolher “aquela
coisa diferente sempre igual”, como diz um trecho de uma música de Roberto
Carlos? Lamentável! Nosso país merece mais, muito mais. Merece políticos
verdadeiramente comprometidos com as causas sociais, e, principalmente, com os
segmentos mais sofridos da população, e não preocupados com projetos de poder,
movidos apenas por interesses de grupos e pelo egocentrismo delirante.
Infelizmente, o que se tem visto é o
ajuntamento de velhas e felpudas raposas da política nacional brigando para se perpetuarem
na crista da onda, alicerçadas na falsa crença de que o eleitor existe para ser
enganado, tentando, inutilmente, subestimar a inteligência e a força do povo,
que pode, e muito, principalmente, quando lhe é assegurado o espaço democrático
do livre exercício da vontade. Flávio ou Lula, o que dá para rir, dá para
chorar e, pelo jeito, muita gente vai chorar.
Sexta-feira, 5 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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