Quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 - 12h22

Viviane Vieira de Assis Paes
Não sei quanto a vocês, mas o balanço da minha vida em 2012 está sendo fechado positivamente. Com isto não estou afirmando que realizei tudo que foi prometido em 2011! Neste quesito eu ainda estou em débito comigo mesma e devo permanecer por muito tempo, entretanto conviverei tranquilamente com esta verdade em 2013.
Temos muito a comemorar do ano que se encerra. O julgamento do Mensalão, a condenação dos envolvidos – e não devemos ficar chateados pelo fato das prisões não terem sido efetivadas ainda. O que ocorreu já foi maravilhoso e ficará na história do País, convenhamos.
Muitas personalidades brasileiras faleceram em 2012 e digo personalidades no sentido do dicionário. Aquelas pessoas que levaram o nome do nosso País com respeito para o mundo ver e por aqui mesmo fizeram a diferença: Oscar Niemeyer, Ivan Lessa e Millôr Fernandes, Hebe Camargo, Joelmir Beting, Dom Eugênio Sales...
Houve mortes trágicas e assassinatos inimagináveis em nossa terra e em países vizinhos. E a dor de um grupo foi compartilhada por milhões, mostrando que a humanidade ainda é humana, impossível não fazer o trocadilho!
Finalizo 2012 olhando para uma pessoa de 83 anos, analfabeta – não funcional, porque só aprendeu a assinar o nome e mais nada. Era de uma época em que o ensino, no interior de Goiás, em famílias pobres e não humildes – como é correto falar hoje, não chegava às mulheres. Apenas os filhos homens deveriam aprender a escrever, pois as filhas poderiam utilizar este conhecimento para enviar cartas para namorados. Coisas de uma outra época bem distante do mundo on line de hoje, onde como pais devemos estar alertas com as amizades virtuais de nossos filhos nas redes sociais.
Esta senhora de 83 anos possui uma olhar vazio. Hoje ela que aprendeu de ouvir dezenas de orações, rezas e cantigas não lembra quase nada. Da família ela recorda dos 12 netos que conheceu quando a memória era boa. Seus 21 bisnetos são desconhecidos. A maioria ela vê diariamente, outros não, e todos ele sempre pergunta de quem são. Quando explicamos ai ela diz: - ah parece com meu marido Nestor. Ele era meu avô. Faleceu ainda quando meu pai tinha uns 10 anos. Então é algo muito interessante essa menção desta senhora que aprendi a chamar de mãe muito cedo, porque ela assim determinou para todos os netos.
Hoje ela, ou melhor minha mãe Silvéria padece do mal de Alzheimer, uma doença que atinge segundo estimativas 35, 6 milhões no mundo e 1 milhão e 200 mil pessoas no Brasil. Olhando para ela na primeira semana do ano optei por fazer do esquecimento minha maior meta em 2013, algo que minha mãe Silvéria faz obrigatoriamente agora.
Começarei esquecendo espontaneamente os momentos ruins, os conflitos, as dores, os ressentimentos que teimam em se manifestar por mais que eu saiba que eles impedem meu crescimento como pessoa.
Finalmente acho que todos deveríamos lembrar sim que sempre esquecemos o que acontece de bom em nossas vidas, das boas pessoas, dos pequenos gestos, das pequenas conquistas e tudo o que for mais. Como meu filho aprendeu ainda na creche, hoje estamos U para cima e não U para baixo e isto é tudo o quero para todos em 2013!
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