Domingo, 1 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Opinião

Leitor da Coluna aponta saída para a situação da Caerd


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

Em recente colaboração sobre o abastecimento de água potável da cidade de Porto Velho, por conta da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia, escrevi que a Caerd é um caso perdido, pois o governador Marcos Rocha poderia tranquilamente mandar fechar suas portas e jogar as chaves no fundo do rio Madeira que ninguém sentiria falta, excetos os políticos fisiologismo. Depois, transferiria essa atividade do poder público à iniciativa privada, mas um leitor rechaçou a ideia, dizendo que, em algumas capitais onde o sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário foi privatizado o serviço prestado à população não melhorou.

Compreendo e respeito a opinião do leitor, provavelmente, um sindicalista, pois se existe uma coisa que sindicalistas não gostam é de privatização. Alguns, inclusive, sentem urticária só de ouvir essa palavra. Afinal, ninguém quer perder receita e, uma vez privatizada a Caerd, a primeira providencia seria o imediato enxugamento da máquina, com a dispensa da mão de obra eventualmente improdutiva, o que, na prática, significaria menos gente contribuindo. Na sequência, parte dos serviços seria terceirizado, eliminando, assim, a praga do fisiologismo, tão ao gosto de políticos brasileiros, sempre ávidos por nacos de poder.

A Caerd está doente.  E não é de hoje. Isso não é novidade para ninguém. A enfermidade que vem corroendo suas combalidas estruturas chama-se incompetência. Se não é para fechar a Caerd e jogar as chaves no fundo rio Madeira, muito menos privatizá-la, então, fazer o quê? O caminho foi indicado por outro leitor da coluna. E a decisão está nas mãos do governador Marcos Rocha.  A cura para a doença da Caerd passa, necessariamente, por um choque de gestão, começando pela substituição de indicados políticos por técnicos devidamente capacitados para o exercício do cargo. As doses não podem ser homeopáticas, mas cavalares. Caso contrário, o paciente corre o sério risco de não sair vivo da UTI. O acesso à água potável de qualidade é um direito da população, em qualquer lugar do planeta. Dai a importância de acabar com esse puxa-encolhe e resolver a questão do desabastecimento de água na capital de uma vez por todas.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

Gente de OpiniãoDomingo, 1 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Banco Master, o crime organizado e outras mazelas

Banco Master, o crime organizado e outras mazelas

CADA VEZ FICA MAIS ÓBVIO QUE O CASO MASTER TEM AFINIDADE COM O CRIME ORGANIZADO. Mesmo que não fosse como aqueles praticados por bandidos com cartei

O custo de ser família

O custo de ser família

Na Alemanha ter Filhos está a tornar-se um Luxo De acordo com uma pesquisa do instituto Insa, a maioria dos alemães acredita que formar uma família se

Tudo por dinheiro? CAS/Senado aprova PLS 2294/2024 sobre exame nacional de proficiência em medicina (Profimed)

Tudo por dinheiro? CAS/Senado aprova PLS 2294/2024 sobre exame nacional de proficiência em medicina (Profimed)

Provérbios 31:8-20: “Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Abre a tua boca a favor do mundo, a

Os penduricalhos brilham no país dos privilégios

Os penduricalhos brilham no país dos privilégios

O Dicionário Aurélio define a palavra “penduricalho” como “coisa pendente, para ornato”. No Brasil, país onde as coisas nem sempre são o que parece,

Gente de Opinião Domingo, 1 de março de 2026 | Porto Velho (RO)