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Intervenção tem mais um objetivo político do que operacional


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Rio Grande do Sul 247 - O líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS), afirmou que a intervenção federal na segurança pública no estado do Rio de Janeiro tem "mais um sentido político do que um objetivo operacional". "Não tem o objetivo de enfrentar o problema da violência do Rio de Janeiro, mas sim responder a uma situação delicada e crítica que envolve o governo, a sua popularidade, a sua incapacidade do governo em cumprir a sua agenda, especialmente a Reforma da Previdência".

O parlamentar criticou a fala do o general Walter Braga Netto, nomeado interventor na segurança pública do Rio de Janeiro. Netto disse que situação no estado "não está tão ruim", divulgaram repórteres dos jornais O Globo e O Estado de S.Paulo. "Muita mídia", afirmou ele, em coletiva de imprensa.

Para Pimenta, a declaração demonstra que a medida "carece de seriedade". "Especialistas, estudioso, o Fórum Nacional de Segurança Pública realmente não conseguem entender o nexo entre esta medida e a situação vivida pela população fluminense", complementou.

O congressista lembrou que, há um ano, durante a crise no sistema prisional, o governo Temer anunciou um Plano Nacional de Segurança Pública. "O que foi feito daquele plano de segurança pública do governo Temer? Nada. Absolutamente nada", questiona

"Temos uma GLO (Garantia da Lei e da Ordem). O decreto etá em vigor desde julho de 2017 e sequer foi montado um plano de segurança entre os órgãos de segurança e a GLO. A primeira medida pensada era exatamente um plano estadual de segurança", disse.

Com a medida do governo Temer, as Forças Armadas assumirão a responsabilidade do comando das polícias Civil e Militar no estado do Rio até o dia 31 de dezembro de 2018. O interventor federal será o general Walter Souza Braga Netto, comandante do Leste. Ele também assumirá o comando da Secretaria de Administração Penitenciária e do Corpo de Bombeiros.

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