Terça-feira, 5 de abril de 2016 - 14h10
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Felipe Augusto Ferreira Feijão
Certamente o momento sociopolítico atual é o mais turbulento, vivido pela geração de eleitores jovens. Essa mesma geração tem se acomodado generosamente ao longo das últimas décadas, momento em que a estrutura política do país se acomodou num âmbito de manutenção sistemática e metodológica.
Outrora havia motivos de sobra para principalmente a juventude brasileira, lutar pelos direitos cerceados pelo sombrio regime ditatorial e posteriormente, pela completude política, resquício relevante deixado pela ditadura.
A história deixa claro que o engajamento social é de fundamental importância para que aconteça o impacto necessário movedor de condicionamentos e transformador da estrutura. Obviamente, os respaldos regimentares devem ser observados e cumpridos, mas primordialmente deve ser observado o interesse popular.
De fato, a situação desses dias no cenário nacional não é fácil, e parece a cada dia piorar. Mas esses dias são decisivos para o futuro do Brasil. E aqui é preciso ficar claro que as cogitações solucionadoras, nem todas detém o absolutismo salvador da pátria, pois por trás disso tudo existem maquinários no ponto de levar proveito.
Quanto ao povo, deveria ser o mais interessado nisso tudo, pois as decisões, os acordos, as nomeações, as investigações, as votações nas casas legislativas, interferem diretamente na vida do dia a dia. E vida aqui se entenda todas as necessidades para a sobrevivência e dignidade humana.
Interessante que o Congresso recorre às diretrizes regimentares de 1988 para a correta administração do momento turbulento, no entanto, esse mesmo mecanismo de socorro parece inexistir quando se é para efetivar os mesmos direitos sociais resguardados, num enquadramento de ações práticas. Felizmente, existe o direcionamento preciso, e o que se espera é o seu cumprimento pelo menos em ocasiões incomuns e de grande repercussão como a de agora.
Em tempos de convulsão política, fica difícil até de dar opinião, mesmo sendo opinião enquanto opinião, porque quem recebe na subjetividade denota interpretações tendenciosas que poderiam não ser, com efeito, o objetivo do emissor. Assim sendo, ganha espaço no time dos que não militam nem veem vantagem por trás disso, mas que estão interessados na discussão política e no futuro da nação, a equanimidade, ponderação escassa hoje em dia, pela quase obrigação de levantar bandeiras e escolher um dos lados tendenciosos.
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