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INTEGRAÇÃO DA AMÉRICA DO SUL TEM 20 ANOS DE OPOSIÇÃO


O alto significado estratégico da integração da região de abrangência do Complexo do Rio Madeira com o restante do subcontinente – aí incluída a tão almejada ligação da Região Norte brasileira com a costa do Pacífico, está na mira das oligarquias anglo-americanas há mais de duas décadas. Afirmação Nilder Costa, editor do jornal eletrônico "Alerta em Rede", do Movimento de Solidariedade Ibero-americana. 

Segundo Nilder, na década de 1980, "o projeto Polonoroeste, um programa de assentamento de populações rurais em Rondônia, parcialmente financiado com recursos do Banco Mundial foi objeto de intensas campanhas ambientalistas para o seu cancelamento. Já a partir de 1981, a planejada pavimentação da rodovia Cuiabá-Porto Velho (BR-364), peça vital para o projeto, tornou-se alvo de uma ativa campanha encabeçada pelas ongs estadunidenses 'Natural Resources Defense Council' (NRDC), 'Environmental Defense Fund' (EDF) e 'National Wildlife Federation' (NWF), apoiadas no país pelo Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI) e pelo Instituto de Estudos Sócio-Econômicos (INESC), este último ligado à ong britânica 'Oxfam'".

Os antecedentes históricos das campanhas ambientalistas para impedir o desenvolvimento da região que tem Rondônia como centro inclui outras ações, segundo Nilder Costa. "Em 1984, a campanha conseguiu fazer com que o Congresso dos Estados Unidos realizasse várias audiências sobre o Projeto Polonoroeste e seu financiamento pelo Banco Mundial, as quais foram reforçadas por manifestações de outras quarenta ongs ambientalistas estadunidenses. Como resultado, no final de 1985, o Banco Mundial suspendeu os empréstimos ao projeto, a primeira vez em que a entidade suspendeu uma operação financeira por pretextos ligados à proteção ambiental. Mais tarde, em 1989, o então presidente dos EUA George Bush pressionou diretamente o Japão para impedir a concessão ao Brasil de um financiamento para a conclusão da pavimentação da BR-364, no trecho que liga o Acre ao Peru, o que permitiria o acesso rodoviário aos portos daquele país".

 

Fonte:  Glênio Tonon

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