Terça-feira, 21 de outubro de 2008 - 11h23
Por Chagas Pereira
As mudanças no trânsito da avenida Calama, defendidas com veemência pela Secretaria Municipal de Trânsito (Semtran), vão acarretar sérias conseqüências aos condutores de veículos e aos usuários do sistema de transporte coletivo, principalmente os que moram no bairro 4 de Janeiro e adjacências. Ao decidir desviar as linhas de ônibus da Calama para a rua Silas Shockness, a secretária Fernanda Moreira demonstra total desconhecimento do sistema viário da Capital. Será se Fernanda Moreira conhece a rua Silas Shockness? Provavelmente não. Se ela conhecesse, saberia que a rua Silas Shockness não possui estrutura para suportar veículos pesados e, passando a servir como alternativa para desviar as linhas de ônibus, certamente o fluxo resultará na total destruição da precária camada asfáltica existente. Além do mais, a rua Silas Shockness é muito estreita e os riscos de acidentes serão freqüentes.
Continuo não acreditando na decisão tomada pela secretária Fernanda Moreira, até porque desconheço em que estão sendo baseadas essas mudanças. Discordo totalmente quando a secretária argumenta que as mudanças são necessárias por conta da inauguração do Porto Velho Shopping, tendo em vista que na área de acesso ao estacionamento do shopping, pela avenida Calama, se poderia construir uma pista adicional, utilizando o espaço do próprio centro comercial e empresarial.
Segundo informação, os estudos para essas mudanças foram realizados por profissionais de fora. Ou seja, isso, por si só, já é um agravante em todo o processo. Primeiro porque o profissional trabalha com base numa realidade que ele desconhece. Segundo porque esse trabalho poderia ser feito por profissionais aqui da cidade. Outra saída seria a Prefeitura dotar a avenida Calama de quatro pistas no trecho que vai da avenida Rio Madeira até a rua Silas Shockness. Por que não? Falta de espaço não é. Mas, tudo está sendo trabalho com base na truculência e não na análise (usando o bom senso) das alternativas que existem. É fundamental que o bom senso prevaleça para a segurança de motoristas, usuários do transporte coletivo urbano e de pedestres.
Insisto que a rua Silas Shockness não tem estrutura para o tráfego de veículos pesados. E acrescento que a secretária Fernanda Moreira será responsabilizada pelas conseqüências da medida que está tomando. Além disso, antecipo que vou engrossar o grupo de descontentes com essa tomada de decisão por parte da Semtran porque entendo que a opção encontrada pela secretária Fernanda Moreira não é a mais adequada e, na condição de cidadão e profissional sério e responsável pelas coisas que dizem respeito à comunidade, temo pela segurança das pessoas. Além disso, que opção o motorista teria para trafegar no sentido bairro-centro com as mudanças projetadas para o trecho da avenida Calama? Como Fernanda Moreira se mantém irredutível em seu ponto de vista, eu também manifesto meu protesto, acrescentando que o prefeito Roberto Sobrinho, sensato e responsável que é, deveria reavaliar essa posição tomada pela Semtran, principalmente porque é uma ação que faz parte de sua administração.
Chagas Pereira é Jornalista, Radialista e Publicitário
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