Sábado, 10 de novembro de 2012 - 12h16
Humberto Pinho da Silva
Tenho, para os lados da Boavista, bairro da cidade do Porto, uma grande amiga, cujo nome é Cândida.
Andava ela no habitual maneio da casa, quando a criada, muito aflita, se pôs numa gritaria infernal - A canalização da cozinha rompera-se, e pela parede jorrava forte jacto de água, que ensopava tudo e todos.
Sem perda de tempo, dinâmica como é, busca rapidamente o telefone, e apressa-se a ligar ao Sr. Jesus, canalizador que sempre lhe acode nessas emergências arreliadoras.
Do lado de lá da linha surgiu voz massa, pausada, delicada, que gentilmente informa:
- O Sr. Jesus?! Infelizmente não posso chamar, mas se me permite terei muito gosto em Lhe dar recado…
D. Cândida, contristadissima, pinta-lhe com palavras negras, a dramática situação:
- Valha-me Deus! Se não me acode é uma grande tragédia! Tenho a cozinha inundada!…numa lástima, e não sei o que fazer…
De novo a voz, desta vez, menos risonha:
- Mas… minha Senhora: não há aqui nenhum canalizador! Ligou para uma igreja! Houve engano no número…Mas… temos o Sr. Jesus no sacrário, e posso apresentar-Lhe seu pedido… - Concluiu o sujeito em tom jovial.
Ao que minha querida amiga, repostou muito angustiada:
- Bem precisava do Seu auxílio!…Ando numa constante preocupação, que não me dá descanso.
Do outro lado da linha a voz aquietou-a.
- Fique descansada, que vou-Lhe pedir para que lhe dê sossego…
Terminou assim a insólita conversa em sorrisos, cortesias e desculpas de ambos os interlocutores.
Mas minha amiga é que não parou de cismar com o invulgar diálogo, e não era para menos.
Deveu-se o engano aos olhos cataretados e à avançada idade de minha dedicada amiga.
Mas o episódio é curioso e engraçado, lá isso é, e merecedor de ser relatado Disso não tenho duvida.
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