Sábado, 21 de novembro de 2020 - 09h47

Até o momento, ao que tudo indica,
parece que a definição sobre quem será o próximo prefeito ou prefeita de Porto
Velho é “favas contadas”. O atual prefeito e candidato a reeleição, ao que
parece, ganhou a “concorrente dos sonhos”, que neste segundo turno “prega para
convertidos”; ou seja, faz campanha priorizando quem já votou nela no primeiro
turno, os evangélicos, os que se dizem os únicos defensores da família, a turma
que perde tempo com teoria de gênero, kit gay e coisas semelhantes.
Enquanto isso o atual prefeito “nada de
braçada” na campanha, atuando praticamente sozinho no amplo segmento dos ‘anti-radicais’,
daqueles que são contra o fundamentalismo religioso, temem retrocesso em áreas
culturais, sociais e de políticas públicas; ou seja, dos que defendem o estado
laico, que é um número muito maior de eleitores do que qualquer segmento social
extremista, seja de direita ou de esquerda.
Diante deste cenário, a teoria do
marketing político deixa poucas opções para Cristiane Lopes, se ela quer
realmente ganhar a eleição, e, uma delas é o que os marqueteiros chamam de
“reposicionamento” junto ao eleitorado. A estratégia consiste em adotar uma
postura radicalmente diferente à percepção que os eleitores têm do
candidato. Para isso é necessário assumir compromissos que
neutralizem o temor e a hostilidade dos eleitores mais reticentes.
Cristiane Lopes teria que assumir
compromisso público de que a prefeitura não seria transformada em uma “igreja”,
como fez o bispo Crivella no Rio de Janeiro – ele está colhendo os frutos desta
opção, perdendo de 30% a 70% para o Paes – e que seu mandato seria laico,
respeitando a diversidade de pensamentos, cultura e valores da sociedade
Portovelhense.
Isso se a Cristiane entrou nesta
disputa pra valer ou apenas para projetar o nome para uma candidatura à
deputada estadual ou federal em 2022.
A estratégia adotada pela candidata
indicaria esta segunda alternativa, qual seja consolidar o público evangélico
na Capital, se tornar a principal liderança política dos evangélicos em Porto
Velho, com enorme potencial de crescimento neste segmento no Interior.
Estratégia que, em menor grau, parece ter sido a do candidato Vinícius Miguel,
que perdeu preciosos pontos junto ao eleitorado ao não participar e nem
justificar, ao que se saiba, a sua ausência no debate da SIC TV.
Nesta ‘toada’ Hildon deverá derrotar,
provavelmente com grande vantagem, a candidata Cristiane neste segundo turno.
Ela tem pouquíssimo tempo para se reposicionar e passar a “pregar” para os não
“convertidos”, que são os eleitores que têm enorme rejeição ao radicalismo, ao
fundamentalismo religioso e ao “casamento” de política com religião.
* Itamar Ferreira é
advogado e responsável pela Coluna Reticências Políticas
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