Sábado, 6 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Opinião

Existem claras alternativas à PEC 241, diz pres. do Cofecon


Gente de Opinião

 247 - O presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Júlio Miragaya, é taxativo ao afirmar que a PEC 241, que congela gastos do governo federal por 20 anos, não é a melhor alternativa para tirar o país da crise econômica. 

Em entrevista à jornalista Helena Borges, do Intercet Brasil, Miragaya apontou cálculos feitos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e exemplos de práticas internacionais que provam existirem outras saídas. E ainda explicou por que a PEC pode congelar não apenas os gastos governamentais, mas também o salário mínimo brasileiro. 

Segundo Miragaya, um das soluções para a crise está em conter o pagamento de juros da dívida. "Sabe que 85% da dívida pública é apropriado por 0,3% dos investidores, três milésimos. Isso aí é transferência direta para a turma do topo da pirâmide. Então é aí que ele tem que mexer, não é lá embaixo. Ele tem que mexer é nessa renúncia fiscal, nos gastos com juros da dívida pública", afirma. 

"Ele [Temer] coloca a situação em que ou faz assim, a PEC 241, ou o país quebra, ou é o desastre, ou é o caos. E a gente sabe que não é nada disso", completa o economista. 

Outra alternativa está no aumento do número de alíquotas de imposto de renda. "Nós trabalhamos com três alíquotas, enquanto em outros países a média é de cinco até sete. Se você começa com uma alíquota pequena, não precisa começar já com 15%. Começa com alíquotas de 7 a 8%, e tem países que vão com alíquotas de até 50% ou, às vezes, mais, chegam a 55%", exemplifica.

"A tributação sobre herança, que é pífia no Brasil. Varia de 4 a 8% e, em alguns países, chega a 30%. Imposto territorial rural que é tão pequeno, mas tão pequeno, que a União falou assim: "Oh, fica com os municípios, que é tão mixaria..." Não se tributa efetivamente a renda do capital pessoa física. Então, por que o governo não coloca em questão isso?", questiona.

Segundo Júlio Miragaya, o Estado brasileiro tem uma máquina que tributa mal a sociedade. "Porque tributa muito mais o consumo e a renda do trabalho do que a renda do capital, na contramão do resto do mundo, que tributa mais quem pode pagar mais, o capital. Mas aqui é o contrário."

Leia na íntegra a entrevista de Júlio Miragaya ao Intercept Brasil.

Gente de OpiniãoSábado, 6 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Saúde estadual – a tragédia anunciada

Saúde estadual – a tragédia anunciada

A crise que se instalou no sistema de saúde de Rondônia é mais antiga do que o Código de Hamurabi. Lembro-me que, em outubro de 1994, matéria do ext

Alemanha perde para Portugal a corrida ao Conselho de Segurança da ONU

Alemanha perde para Portugal a corrida ao Conselho de Segurança da ONU

Parabéns a Portugal e a Paulo Rangel pelo sucesso da eleiçãoPortugal conseguiu um lugar como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU

Cai N’Água: Uma História de Amor Não Correspondido

Cai N’Água: Uma História de Amor Não Correspondido

O Cai N’Água continua sendo cantado pela boemia como se fosse um altar romântico da vida ribeirinha. Mas basta chegar perto para perceber que o enca

A cantilena demagógica da transposição

A cantilena demagógica da transposição

Não sei você, mas eu não suporto mais ouvir essa conversa mole de transposição de servidores do ex-Território de Rondônia para os quadros da União.

Gente de Opinião Sábado, 6 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)