Quarta-feira, 6 de setembro de 2017 - 16h10
Evandro Casagrande
Ninguém é estorvo por opção. Quem nasceu para complicar, embaraçar, criar obstáculos onde não deve, tem esse maldito traço de personalidade incrustrado em seu DNA.
Esse tipo de gente é uma desgraça para o mundo. Não existe para o bem de quem quer que seja. Do acordar ao deitar fica ruminando como prejudicar alguém. Estorvo não gosta do bem-estar alheio.
Desde logo devo dizer que o estorvo nem sempre quer se locupletar de seu ato danoso. Por vezes até dá a entender que sim, num processo chamado em psicologia de racionalização. Ou seja: como o sujeito não tem uma justificativa plausível para o mal que está fazendo ou tentando fazer, arranja uma ou várias, geralmente colocando-se na condição de vítima ou de alguém que visa o bem de outrem. Tudo mentira! O estorvo age simplesmente movido pela compulsão de prejudicar.
Sei que muitos leitores já concluíram que conhecem alguém com esse perfil. Quem não conhece? Esse espécime indigno de tudo, que somente merece rejeição, cuja presença, em qualquer ambiente, provoca repugnância, permeia a existência humana em todos os níveis sociais e intelectuais. São filhos das frustrações, uns derrotados por eles próprios. Essa é sua maior revolta, razão de suas investidas perniciosas.
Quem teve ou tem o desprazer de conviver com esse tipo de gente (gente?) certamente já se aborreceu muito. Porque nenhuma tentativa conciliadora que alguém possa empreender é capaz de mudar as atitudes maléficas desses crápulas. Mesmo que você seja daquelas pessoas com espírito elevado, calmo, dado a desconsiderar as ofensas que lhe fazem, e até perdoá-las, o estorvo não desistirá de você. Canalha desse naipe sempre estará de tocaia destilando o seu veneno para inoculá-lo quem estiver a seu alcance. Na condição de ser humano, é impossível que as pessoas atingidas por esses amorais consigam ficar impassíveis a esses atos praticados contra si por essa corja de invejosos peçonhentos.
Para não cometer desatinos contra o estorvo que lhe escolheu como vítima, o jeito menos desgastante de atenuar os atos maléficos por ele provocados é distanciar-se dele. Sabe-se, entretanto, que nem sempre isso é possível, porque o desgraçado pode fazer parte da nossa família, ser nosso vizinho, trabalhar no mesmo local onde trabalhamos, e assim por diante. Nessa situação, só lhe resta reagir de algum modo dentro dos limites que a lei permite: questione-o, denuncie-o, processe-o.
Uma coisa eu lhes garanto, se um estorvo resolver escolhê-lo para presa, você não precisará ir até o inferno para conhecer um filho do capeta. Vade retro!
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