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Enquanto ninguém resolve nada, a população de Porto Velho sofre com a falta de água.


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

A discussão sobre certos assuntos acaba por se revelar estéril em função da reconhecida má vontade de se revolver a situação com a competência e rapidez que ela demanda. Exemplo disso pode ser observado no serviço de abastecimento de água em Porto Velho. Não é de hoje que a maioria da população sofre com o problema, embora ele se apresenta com maior visibilidade ultimamente. No governo Ivo Cassol chegou-se a acreditar que a situação mudaria, mas não demorou muito tempo para que o sonho virasse pesadelo.

 

Frequentemente, moradores dos mais diferentes bairros da capital batem às portas de instituições e órgãos públicos para protestarem contra a falta de água em suas torneiras, principalmente no período do verão. Não por acaso o problema já ganhou contornos de calamidade pública. Agora, o poder público garante que, com a concessão desse serviço à iniciativa privada, tudo isso vai mudar. Já perdi a conta das audiências públicas realizadas pela Câmara Municipal de Porto Velho para tratar sobre o assunto, com a participação de representantes dos governos estadual e municipal, do Ministério Público Estadual, lideranças de bairros e moradores, porém, até hoje, a iniciativa não produziu o efeito que dela se esperava. Em vez de melhorar, a situação piorou. E muito.

 

No verão, o que é ruim, fica pior. Em alguns bairros, moradores alegam não receber o produto, dois, três dias ou mais, o que é lamentável. Vamos ver se a concessão desse serviço ao setor privado vai mais trazer algum benefício prático à população, que só quer que o poder público faça a sua parte. 

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