Quarta-feira, 18 de junho de 2025 - 15h44

É comum no campo cada vez mais fétido da política brasileira
a tendência de elogiar o governante que assume e descer o relho nos costados daquele
que está prestes a deixar o posto. Na maioria dos casos, o que se esconde por
trás da lisonja excessiva é exatamente a busca frenética por cargos e
privilégios na nova administração.
No Brasil é assim, quem chega ao poder, seja presidente,
governador ou prefeito, logo passa a ser endeusado e paparicado. Ao
aproximar-se o fim do mandato, o antes bajulado por um séquito torna-se alvo
preferencial de críticas e acusações acerbas. Geralmente, os acusadores e
críticos de hoje são os mesmos que, em passado não muito distante, festejaram e
validaram a chegada do novo governante, atribuindo-lhe qualidades, habilidades
ou talentos inatos.
Em alguns casos, as acríticas e acusações partem exatamente
de quem não somente ajudou a eleger o novo dirigente, como também participou de
sua administração. O cidadão passou anos e anos trabalhando para um governo,
porém, só depois que deixou o cargo, resolveu denunciar eventuais podres da
administração. É igual o cônjuge que só percebe características negativas na
outra pessoa após a separação. Antes, porém, não via nada de errada ou
simplesmente ignorava.
É obrigação do servidor público, não importa se efetivo ou
comissionado, independentemente do posto que ocupa, comunicar quaisquer
ilicitudes ao superior hierárquico e, posteriormente, denunciar o ilícito aos
órgãos competentes. O dever de denunciar irregularidade está prevista em lei,
como instrumento para garantir a transparência e a seriedade no serviço público,
contudo, há quem prefira o silêncio à verdade. Afinal, é melhor fingir que não
viu nada do que falar e contrariar o chefe. Entretanto, deixar para dar com a
língua nos dentes quando não mais está no exercício da função pública, soa
clara demonstração de vindita pessoal, podendo configurar cumplicidade.
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