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Dia Internacional da Mulher: a luta continua


 
Daniele Vilela Leite (*)

No dia 8 de março de 1857, em uma fábrica de tecidos de Nova York, operárias decidiram fazer greve para reivindicar melhores condições de trabalho, pois cumpriam jornada de 16 horas diárias. Elas também pediam equiparação salarial com os homens, que chegavam a ganhar três vezes mais exercendo a mesma função. A greve, porém, não foi bem sucedida. Como forma de represália, a polícia trancou as mulheres dentro da fábrica e ateou fogo. Mais de 100 delas morreram carbonizadas.

Em 1910, após uma Conferência Internacional Feminina, na Dinamarca, em homenagem as mulheres assassinadas em 1857 nos Estados Unidos, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”

Mesmo passado tanto tempo, ainda hoje mulheres são “carbonizadas” em diversas situações: violência doméstica, exploração sexual, falta de atendimento médico especializado. Mas posso afirmar que nós mulheres somos muito batalhadoras e guerreiras.

Quantas de nós cumprem a jornada de trabalho com competência e eficiência o dia todo, para depois chegar em casa e iniciar o “segundo turno” com a mesma disposição e ainda mais dedicação? Lavar, passar, cozinhar, olhar os cadernos dos filhos, perguntar como foi a aula, se tem tarefa, e auxiliá-los na realização da lição de casa. É nossa casa, nossos filhos, maridos, nossa família! Além de competência e eficiência no trabalho, devemos realizar nossas tarefas caseiras com carinho e amor.

Algumas famílias podem contar com HOMENS de verdade, que apoiam suas esposas, auxiliando nas atividades domésticas, no cuidado com os filhos e, quando chega a noite, mesmo cansados, encontram um tempo para conversar, assistir a um filme juntos e brincar com as crianças. Esses merecem o meu respeito.

Mas a realidade é que a maioria das mulheres ainda tem que dar conta de tudo sozinha, mesmo tendo um marido em casa. E que o dizer daquelas que não têm um companheiro ao seu lado? São as famosas “chefes do lar”, verdadeiras “mulheres de ferro”. Têm dupla jornada de trabalho, sustentam a casa, levam e buscam os filhos na escola, participam da reunião de pais, levam as crianças ao médico, educam com esforço e dedicação e ainda com toda paciência do mundo acolhem seus filhos quando passam por alguma dificuldade. Tentam proporcionar à sua família tudo do bom e do melhor, dentro de suas condições. E quando surge algum problema, querem resolvê-los rapidamente e fazem isso com “classe” e de cabeça erguida!

E depois de tudo isso ainda ouço dizer que mulheres são “o sexo frágil”. Frágil? É isso que muitos pensam. Mas ao contrário, somos assim:

Mesmo  bravas, somos lindas,

Mesmo tristes, sabemos sorrir,

Mesmo alegres, sabemos chorar,

Mesmo irritadas, sabemos encantar,

Mesmo nervosas, sabemos dosar,

Mesmo apaixonadas, sabemos ignorar,

Mesmo frágeis, sabemos ser fortes

E mesmo exageradas, somos demais!

(*) Daniele Vilela Leite é Coordenadora de Operações na empresa Planneta

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