Sábado, 19 de setembro de 2015 - 08h07
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Só em Rondônia, caso seja aprovada a proposta de corte de 30% dos recursos do Sistema S, o prejuízo, de cara, vai atingir metade das ofertas que a Federação das Indústrias disponibiliza em termos de formação profissional, deixando sem condições de atender 10 mil estudantes e, também, a conseqüente demissão de funcionários que fazem o sistema de ensino deste segmento agir.
Se em Rondônia o número é expressivo, quando se observa o quadro no país os números são gigantescos, algo em torno de 2,5 milhões de estudantes do Senai ficarão sem espaço, por que as Federações de Indústrias terão de cortar em pessoal, manutenção, etc.
Não se trata aqui de querer entender que o problema seja só do Sistema S, e deixar que a CNI e as Federações dêem o jeito. Não dá para tornar individual ou marginal uma questão que vai tirar da possibilidade de uma boa formação profissional de milhões de jovens e cujos reflexos, dos cortes, a curto, médio e longo prazo afetarão direto a Educação e a economia do país.
Aprovar uma ideia que afeta diretamente a Educação, especialmente a Educação que se destina a formar pessoal técnico para áreas da economia das quais o país tanto necessita.
Ensurdecedor é o silêncio do ex-aluno do Senai Lula, que tantas vezes se jactou de ter sido estudante do Sistema S, mas que agora prefere o silêncio, esquecendo dos benefícios para a Nação que tais cursos podem viabilizar, atingindo, como ocorre atualmente, regiões as mais distantes do país e gerando, para muitos jovens, certamente a grande oportunidade de suas vidas de ascensão social.
É necessário também que não só as entidades responsáveis pela manutenção do Sistema S se mobilizem, porquanto caso haja aprovação dessa ideia absurda haverá mais desemprego, muitos jovens ficarão sem estudar e muitos futuros serão comprometidos.
O problema suscitado pela proposta dos 30% atinge a todos nós, mas pelo visto não está havendo, de parte de gestores como o próprio governador do Estado e das várias composições políticas, de ONGs, igrejas e outros segmentos, qualquer posicionamento. É urgente que haja uma grande mobilização contra a proposta.
Não é o Sistema S que está errado. O que está errado é o modelo gestorial brasileiro que a cada dia dá mais mostras de que não tem “norte”. E cobra a conta aos outros.
Considere-se dito!
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