Porto Velho (RO) sábado, 30 de maio de 2020
×
Gente de Opinião

Opinião

CIDADES LIMPAS - DEPENDE DA PARTICIPAÇÃO EFETIVA DE TODOS!


Começamos esta campanha em 1987. O tema passou a ser muito debatido. Várias medidas foram tomadas, mas o hábito de sujar e de não limpar continuam parecendo intactos, pois as cidades brasileiras continuam muito sujas.  Um dos itens que mais ajudaria seria o comerciante limpar a calçada e a rua junto a ela. Transeunte sujou, comerciante limpou imediatamente!

Assim, até que nenhum transeunte se sinta à vontade para sujar.

CIDADES LIMPAS

Baseado no livro Cultura da Sujeira, de Pedro Cardoso da Costa.

A sociedade brasileira convive com vários problemas insolúveis e a sujeira  das cidades deste País é mais um secular. Este seria resolvido facilmente  com a participação e um pouco de civilidade da população brasileira. Jogar  lixo nas vias públicas está arraigado na nossa cultura. São Paulo possui treze milhões de habitantes, caso cada um jogue uma ponta de cigarro, um palito de fósforo, isto perfaz toneladas de lixo diariamente. As empresas deveriam colaborar com a reciclagem e desenvolver campanhas educativas. Bancos e lojas poderiam limpar as calçadas, deixar limpa, limpa!

Orientar os próprios funcionários para retirar objetos toda vez que um  transeunte deseducado jogue, já que, com qualquer nível de escolaridade e  independente de classe social quase todos jogam "bitucas" de cigarro,  pequenos papéis de balas, saquinhos de bolacha nas vias públicas, nas  calçadas e responsabilizam as outras pela sujeira. Deveriam ensinar aos  filhos a não jogarem lixo nas ruas. Poderiam realizar palestras para  funcionários e, também, deveriam colocar frases como NUNCA JOGUE LIXO NAS RUAS nas sacolinhas, nos saquinhos e nos tíquetes fiscais. Poucas fazem  alguma coisa e todas culpam a prefeitura de cada cidade, que paga caro à  exploração de empresas privadas. Há vários meios de manter a cidade  conservada. Se não existirem a consciência e a responsabilidade de cada  cidadão, torna-se impossível alcançar essa meta.  As escolas precisam ampliar o sentido de educar. Uma criança não poderia sair delas jogando lixo nas ruas e cuspindo no chão. Limpar as ruas dia-a-dia não tem resolvido! São necessárias campanhas permanentes no rádio, na televisão, em outdors, em terminais de ônibus, no metrô, e especialmente nas escolas sobre a sujeira que a população mesma causa. Multar os comerciantes que deixassem a rua e as calçadas do imóvel sujas, mesmo que fosse só com uma ponta de cigarro. Orientar os consumidores a só comprarem em estabelecimentos limpos completamente. O mesmo se aplicaria aos imóveis residenciais.

A imprensa deveria contribuir mais, valorando com muita ênfase a educação do povo. Os responsáveis por condomínios, empresas, universidades, sindicatos, igrejas poderiam criar postos para receber o material reciclado pela população, como é feito no Conjunto Nacional, na avenida Paulista, em São Paulo.

Pouca gente sabe, mas em São Paulo, quem joga um palito de fósforo na rua  pode pagar uma multa elevada. Tão alta que serve de justificativa para não  ser aplicada. A Lei 10315/87 nunca foi além do papel, pois, apesar de São  Paulo parecer um lixão a céu aberto, não se tem conhecimento de alguém que
tenha sido multado.

Atribuir sujeira à pobreza é um equívoco cometido pela grande maioria.  Poder-se-ia viver num País pobre, porém limpo!

Numa cidade de milhões de habitantes, qualquer objeto jogado na rua perfaz  toneladas de sujeira, capaz de entupir bueiros, gerar enchentes e matar pessoas. A cada chuva mais intensa a cena de móveis sendo arrastado se  repete nas televisões. As mesmas pessoas que perdem tudo culpam as  autoridades pela perda, mas se esquecem que contribuem para o festival de  sujeira.

Em todos os municípios deveriam ser criadas leis com punições rigorosas.  Porém deveriam ser aplicadas as multas com freqüência e muito rigor. Só  pesando no bolso talvez se consiga uma conscientização mais rápida.  O objetivo desse argumento não seria atacar gratuitamente as pessoas, mas de  buscar até conseguir solucionar o problema. Cada cidadão precisa se sentir  agente responsável pela preservação das cidades.

Tente reciclar todo material. Lave-os e deixe-os secar. Numa semana, verifique quanto material se joga fora desnecessariamente. Reserve uma  gaveta do armário para plásticos finos e numa caixa de sapato guarde os  papéis pequenos. Depois, entregue-os num ponto de coleta seletiva. 

Repita-se: o lixo que você joga na rua pode contribuir para que a enxurrada  carregue e até mate pessoas! Além de jogar lixo nas ruas demonstrar falta de  educação, uma grosseria.

Mais Sobre Opinião

Liberação de vídeo da reunião somente fortalece Bolsonaro

Liberação de vídeo da reunião somente fortalece Bolsonaro

Os adversários e a imprensa vão utilizar trechos e distorcer tudo, mas, reunião somente revela que presidente somente se importa em melhorar o paísO

Brasil. Os 132 anos da abolição da escravidão  X  26 anos de trabalho análogo a de escravos, a escravidão moderna da OAB

Brasil. Os 132 anos da abolição da escravidão X 26 anos de trabalho análogo a de escravos, a escravidão moderna da OAB

No próximo dia 13 de maio, o Brasil estará completando os 132 anos da abolição da escravidão. Foi um marco para nossa história, graças às reações

Servidor do TJ-RO lança campanha para Reconstruir a luta sindical no Estado de Rondônia

Servidor do TJ-RO lança campanha para Reconstruir a luta sindical no Estado de Rondônia

O que você acha importante para melhorar a sua qualidade de vida?Deixe sua sugestão e opinião.E-mail: [email protected]: 69 99322

A 17 ª edição do Prêmio Innovare - Tema: LIBERDADE. Jurista propõe o fim do trabalho análogo a de escravos, a escravidão moderna da OAB

A 17 ª edição do Prêmio Innovare - Tema: LIBERDADE. Jurista propõe o fim do trabalho análogo a de escravos, a escravidão moderna da OAB

“Aqueles que negam liberdade aos outros não a merecem para si mesmos.” (Abraham Lincoln). “DE TODOS OS ASPECTOS DA MISÉRIA SOCIAL NADA É TÃO DOLOROSO