Quinta-feira, 13 de setembro de 2007 - 07h10
O certo é que o negro foi o grande povoador do nosso território. Empregando o seu trabalho desde as charqueadas do Rio Grande do sul aos ervais da Paraná, engenhos e plantações do Nordeste, pecuária Paraíba, atividades na Região Amazônica e na mineração de Goiás e Minas Gerais. E não apenas povoou, mas criou pequenas comunidades rurais em todo o território nacional através dos quilombos, fundando núcleos populacionais, muitos dos quais existem até hoje.
Ocupou os espaços sociais e econômicos que através do seu trabalho, dinamizavam o Brasil. No entanto, esse fato não contribuiu para que o negro consiga um mínimo dessa renda em proveito próprio, pelo contrário, toda essa produção é enviada para o exterior, e os senhores de escravos ficam com todo o lucro da exportação e comercialização.
Após 1530, quando se pode falar realmente em colonização, com engenhos montados em São Vicente, iremos encontrar um dinamismo crescente na produção colonial brasileira.
No século XVI a nossa produção anual de 300.00 arrobas de açúcar, já era superior à América espanhola, o que daria uma renda per capitã das mais altas do Brasil em todos os tempos. A grande população negra escrava não participava da divisão desta riqueza.
O mesmo acontece no período da mineração. Minas Gerais desponta e consegue o seu apogeu até o último quartel do século XVIII, como uma nova e florescente etapa da exploração colonial, a mais importante, segundo as autoridades de Portugal.
O negro é deslocado para preencher os vazios demográficos dessa nova faixa de trabalho. Não leva apenas o seu trabalho, contudo, mas, a sua cultura, ensinando técnicas de metalurgia e mineração, aperfeiçoando métodos de trabalho, extraindo o ouro, procurando diamantes para proporcionar a riqueza dos contratadores e da coroa portuguesa.
O negro escravo em minas Gerais, por questões particulares, sofre as mais violentas formas de controle no trabalho, é vigiado diariamente. Quando fugia, tinha toda uma milícia de capitães-do-mato para persegui-lo, mesmo assim conseguia extrair do subsolo mineiro toda a riqueza que foi enviada para Portugal e se destinava ao pagamento da dívida que a metrópole havia contraído com a Inglaterra.
Por outro lado, o decréscimo da população negra escrava depois de 1850, quando é extinto o tráfico, deve-se à sua grande mortalidade, pois, segundo cálculos confiáveis, a média de vida útil do escravo era de 07 a 10 anos, mesmo Assim, a sua influencia povoadora em toda a extensão do Brasil se fez e se faz sentir, conforme demonstram todos os recenseamentos que foram feitos.
O negro foi o grande povoador da nação brasileira durante a sua evolução social e histórica.
Carlinhos Maracanã
Agitador cultural.
Fonte: Clóvis Moura. (Historia do Negro Brasileiro), Editora Ática. 1992.
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