Quarta-feira, 4 de dezembro de 2024 - 13h25

Nos próximos dias
chegará as telas dos cinemas de todo o país a nova versão do filme “o caçador
de marajás”, dirigido e protagonizado por Fernando Haddad e Simone Tebet. A
narrativa é a mesmo de trinta e cinco anos atrás: caçar e enquadrar servidores
do executivo que recebem altos salários.
Fernando Collor de
Mello foi apontado por setores da mídia como o maior e mais eficiente caçador
de marajás de todos os tempos, com direito a capa da revista Veja e destaque
nos principais jornais do país. A caçada começou quando Collor era governador
de Alagoas. Ele usou como estratégia o combate a alguns servidores públicos do
estado que acumulavam salários altos para colher dividendo eleitorais. E deu
certo.
Foi uma jogada de
mestre e de marketing eleitoral como poucas vezes se tinha visto. Collor saiu
do governo do minúsculo estado de Alagoas direto para a presidência da
República, derrotando o petista Luiz Inácio Lula da Silva na eleição
presidencial de 1989, com 55% dos votos válidos. Logo descobriu-se que a caçada
aos marajás não passou de uma fábula. Apanharam alguns bagres, mas os tubarões
do serviço público alagoano continuaram recebendo seus polpudos salários.
O governo Lula já
deixou claro que não quer cortar gastos. Caso contrário, já o teria feito. Só
os míopes não conseguem enxergar o óbvio ululante. Em vez disso, fica fazendo
um remendo aqui outro acolá, enquanto a economia do país vai de mal a pior. Atualmente,
são trinta e novo ministérios contra vinte e três do governo Bolsonaro. A
burocracia oficial aposta na adoção de medidas populistas, que só convencem os
bobos da corte. Agora, alguém resolveu revigorar a figura do marajá no
executivo federal. O governo quer combater os chamados “supersalários”, por
meio de uma Proposta de Emenda à Constituição. Esse filme eu já vi.
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