Sexta-feira, 17 de junho de 2016 - 10h46

O brasileiro parece não estar mais surpreso com a classe política e os escândalos de corrupção envolvendo político na operação federal Lava Jato.
Ontem, mais uma vez, surgiu um fato novo na liberação de mais um trecho da divulgação pela grande mídia nacional da delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, ao acusar o presidente interino Michel Temer (PMDB) de ter pedido propina de R$ 1,5 milhão para a campanha de Gabriel Chalita (PMDB) à prefeitura de São Paulo em 2012.
Mais um fato novo na tarde de ontem foi outro trecho da delação premiada de Sérgio Machado. Ele confessou que repassou propina e dinheiro fruto de desvio da Petrobras a pelo menos 18 políticos de diferentes partidos, como PT, PMDB, PSDB, DEM, PP e PSB. O PMDB foi o que mais arrecadou: R$ 100 milhões, de acordo com o depoimento do delator, divulgado ontem pela Folha de S. Paulo. Segundo ele, os parlamentares o procuravam para pedir doação e em seguida ele solicitava os repasses às empreiteiras que tinham contratos com a Transpetro.
O esquema ocorria por meio da empresa construtora Queiroz Galvão. Para que não conhece, essa empresa é a responsável pelas obras da usina de Belo Monte, no Pará. Também é a mesma empresa responsável em tocar o estudo de impacto ambiental da construção da usina de Machadinho, em Rondônia. Até hoje esse estudo não foi apresentado e, pelo andar dos escândalos, está bem longe de se tornar uma realidade.
Os escândalos de corrupção surgem como um terremoto e estão derrubando vários líderes políticos. Além de denegrir a imagem do presidente interino Michel Temer, complica também o futuro de Aécio Neves, candidato derrotado nas últimas eleições para residente.
O que mais causa incômodo à população é o silêncio do presidente interino Michel Temer. Ele tem evitado até de aparecer em ato político para não ser flagrado pela imprensa ao lado do seu colega peemedeibista Renan Calheiros (AL), presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-ministro e senador Romero Jucá (PMDB-RR). O Brasil, infelizmente, registra o pior momento de sua história política.
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