Segunda-feira, 30 de junho de 2025 - 16h12

Em um mundo onde a identidade digital se tornou o principal ponto de
contato entre empresas e seus públicos, validar domínios de forma eficaz é uma
questão de segurança — e de reputação. No entanto, muitas organizações ainda
confiam apenas em métodos básicos como expressões regulares (regex) para
verificar seus domínios, o que já não é suficiente frente à complexidade do
cenário de ameaças atual.
Segundo o IBM Cost of a Data Breach Report 2024, o custo médio de uma
violação causada por phishing chegou a US$ 4,88 milhões, um aumento
significativo em relação ao ano anterior. E, de acordo com a APWG
(Anti-Phishing Working Group), mais de 190 milhões de ataques de phishing foram
registrados apenas em 2024. Grande parte desses ataques utilizam domínios
maliciosos, muitas vezes similares ou reciclados de marcas legítimas, para
enganar usuários e invadir sistemas corporativos.
Esse risco se intensifica com a reutilização de domínios antigos.
Empresas que deixam expirar domínios que já usaram no passado, muitas vezes sem
desvinculá-los totalmente de sistemas ou cadastros de terceiros, abrem espaço
para que cibercriminosos assumam esses endereços e explorem a confiança
residual de parceiros, clientes ou fornecedores. Um estudo publicado na ACM
Digital Library mostra que domínios expirados podem continuar recebendo e-mails
sensíveis meses após serem abandonados, servindo como vetores silenciosos de
ataques.
Mas os impactos não são apenas relacionados à segurança. Validações mal
executadas afetam também a performance e a eficiência operacional. Chamadas de
API desnecessárias, sobrecarga de sistemas de segurança e tempo gasto
investigando falsos positivos aumentam custos e desgastam equipes. Além disso,
a utilização ineficiente de licenças de ferramentas de cibersegurança pode
reduzir a efetividade de proteção em áreas realmente críticas.
Frente a esse cenário, especialistas defendem uma abordagem em camadas
para validação de domínios. Isso inclui:
● Validações sintáticas aprimoradas, que checam extensões reais de
domínios (TLDs válidos) e bloqueiam padrões maliciosos, como caracteres
inválidos ou pontos duplicados;
● Verificações de infraestrutura, como análise de DNS, disponibilidade
HTTP/HTTPS e registros WHOIS;
● Autenticação de e-mail, com validações de registros SPF, DKIM e
políticas DMARC para garantir a legitimidade dos remetentes e reduzir o risco
de spoofing.
Organizações que adotam essa abordagem fortalecem sua postura de
segurança, reduzem custos com falsos alertas e protegem melhor sua reputação. A
transformação digital exige não apenas inovação, mas também maturidade em
processos críticos — e a validação de domínios precisa acompanhar essa
evolução.
Porque, no fim das contas, seu domínio é a porta de entrada da sua marca
na internet. E manter essa porta segura é responsabilidade de todos.
*Denis Furtado é engenheiro de sistemas e diretor da Smart Solutions,
distribuidora brasileira de solução antifraude e de cibersegurança.
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