Sexta-feira, 30 de maio de 2025 - 16h08

O vale-alimentação é um dos benefícios
mais valorizados pelos trabalhadores brasileiros. Presente no cotidiano de
milhões de profissionais, ele representa não apenas um apoio direto à
alimentação, mas também um diferencial competitivo na atração e retenção de
talentos.
No entanto, para as empresas,
especialmente as de pequeno e médio porte, estabelecer o valor ideal deste
benefício requer planejamento cuidadoso para evitar impactos negativos nas
contas.
A definição do montante a ser oferecido
como vale-alimentação envolve uma equação delicada: atender às expectativas dos
colaboradores sem comprometer a saúde financeira da organização. Por isso,
gestores de recursos humanos e líderes financeiros têm buscado cada vez mais
formas de alinhar as decisões com o orçamento disponível, o custo de vida local
e as práticas do mercado.
Fatores
que influenciam o cálculo do benefício
Um dos primeiros passos nesse processo é
entender o perfil da equipe. Empresas com funcionários em diferentes regiões,
por exemplo, devem considerar o custo médio das refeições em cada localidade.
Ferramentas de consulta como índices
regionais de alimentação e dados de associações do setor podem ajudar a compor
um parâmetro mais realista. A pesquisa de mercado, incluindo a comparação com
valores praticados por empresas do mesmo segmento, também serve como referência
para não ficar abaixo nem muito acima da média.
Outro ponto essencial é a avaliação do
impacto do benefício na folha de pagamento. O vale-alimentação, quando
fornecido por meio do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), pode
oferecer incentivos fiscais às empresas. A adesão ao programa, além de
vantagens tributárias, contribui para garantir a regularidade da concessão e
estabelece critérios de isenção de encargos sociais sobre o valor pago.
Sustentabilidade
e personalização dos benefícios
A sustentabilidade da política de
benefícios deve ser reavaliada periodicamente. Empresas que adotam modelos
financeiros ágeis ou operam em setores sensíveis a oscilações econômicas podem
optar por escalonar valores de acordo com metas internas ou performance, mantendo
a previsibilidade sem abrir mão da motivação do time.
Uma tendência em ascensão é a
personalização dos pacotes de benefícios, o que inclui oferecer o vale-alimentação
como parte de um conjunto de vantagens flexíveis. Nesses casos, o colaborador
escolhe como deseja distribuir o valor entre alimentação, transporte, cultura
ou bem-estar, dentro de uma política estabelecida pela empresa.
Esse modelo permite atender diferentes
perfis e otimizar o investimento empresarial com base na real demanda da
equipe.
Comunicação
e da visão estratégica
A comunicação também desempenha um papel
fundamental na efetividade desse benefício. É importante que os colaboradores
entendam como o valor é calculado, qual sua base legal e o que levou a empresa
a adotar aquele montante. Transparência nesse processo aumenta a percepção de
valor e fortalece a confiança na política interna.
É importante lembrar que o
vale-alimentação não deve ser analisado isoladamente, mas como parte de uma
estratégia mais ampla de valorização do colaborador. Quando bem estruturado, o
benefício promove satisfação, melhora o clima organizacional e reduz o
turnover, o que se traduz em ganhos indiretos para a empresa.
Encontrar o valor ideal do
vale-alimentação é, portanto, uma decisão estratégica que vai além do cálculo
financeiro. Ao equilibrar as necessidades dos colaboradores com a capacidade
orçamentária, a empresa demonstra responsabilidade e cuidado, atributos cada
vez mais valorizados no ambiente corporativo moderno.
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