Quinta-feira, 10 de agosto de 2023 - 14h37

Uma
das formas de os seres humanos se perpetuarem é deixando herança genética. Há
milênios, por meio dos genes que são carregados por indivíduos por gerações,
espécies evoluíram e outras desapareceram. Tivemos influências enormes da
cultura em nosso comportamento, e a comunicação dos seres se deu pela pressão
sob a necessidade de conviver melhor em grupos e, numa visão macro, em
sociedade. E, por meio dela, aprimoramos outras habilidades e novas formas de
interação.
Os
memes são ótimos exemplos desse efeito de influência cultural. Acentuados na
era digital, eles sempre existiram – e, mais que isso, foram e ainda são
unidades culturais que podem ser categorizadas como herança genética dos seres.
Assim como os genes, os viralizados memes têm como principal função a
perpetuação disseminada, seja para comunicar uma informação de forma cômica ou
retratar algo de uma forma satirizada. De certa maneira, a internet favoreceu
com que esse fenômeno tivesse uma influência cultural ainda mais acelerada e
intensa nas pessoas, mas isso não é exclusivo da era digital.
Os
genes moldam a cultura da sociedade, assim como a cultura molda o comportamento
das pessoas. Da mesma maneira que os genes são unidades do nosso genoma, um
meme é uma ideia, um comportamento ou um estilo que se espalha, por meio de
imitação, dentro de uma cultura. Essas ideias levam a rituais, práticas e
maneiras, de pessoa para pessoa, independentemente de sua localização.
Diferentemente
dos genes, que precisam de uma cópia muito parecida com pequenas mutações, os
memes são construídos dentro de cada mente, com base na cultura e experiências
das pessoas, passíveis de imitação, mas com a característica de variações
geográficas e rápida inovação. Porém apenas os mais viralizados – ou, assim
como os genes, os mais “adaptados” - sobrevivem com o passar do tempo.
Da
mesma forma que deixamos de carregar alguns genes com o passar do tempo, os
memes falsos ou os viralizados com uma informação falsa nos empobrecem
socialmente. Os memes falsos não nos levam a lugar nenhum e empobrecem a
cultura social e científica. Basta um meme falso, que não condiga com a
realidade, para ficarmos anos imersos em uma crença. Os memes ajudam muito,
porém podem ser por vezes perigosos.
A
evolução cultural é sobre manter e perpetuar na terra as conquistas e
características mais adaptadas dos seres. Ao contrário do que muitos
acreditavam, a evolução cultural veio para ser benéfica aos indivíduos – e,
felizmente, a maior parte dos memes também.
A
história mostrou aos indivíduos que eles possuem uma somatória
genético-memética, uma espécie de “hardware com software”, que aprende coisas
novas e retém mesmo com o passar do tempo, salvando na memória. Isso influencia
a mudança da arcada dentária, dos ossos da face, da estética, do tamanho do
cérebro e do intestino das novas gerações, permitindo o aumento da capacidade
cognitiva dos seres e, assim, fazendo com que evoluam de maneira interdependente
no intelecto cultural de cada indivíduo vivo.

*Rodrigo Duprat é cirurgião plástico formado no Instituto Ivo Pitanguy e
realizou sua Residência de Cirurgia Geral pela Santa Casa de São Paulo. É
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), formado em
medicina integrativa pela Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, e autor
do livro “Os 7 Níveis da Consciência: como usufruir do maior potencial
adquirido pelo ser humano”, lançado recentemente pela Editora Gente.
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