Sábado, 18 de novembro de 2023 - 11h34

A recente decisão do governo federal em revogar a lei que normatizava o
trabalho aos domingos e feriados levanta sérias preocupações sobre o
desenvolvimento do livre acordo entre patrões e empregados. A ACEP – Associação
Comercial e Empresarial de Porto Velho tem acompanhado o caso junto outras
entidades e está fazendo um alerta.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo,
manifesta preocupação com relação aos termos da Portaria MTE n. 3.665, de
13/11/2023, na medida em que além de configurar excesso na prerrogativa do
Ministro do Trabalho de normatizar questões que digam respeito às relações de
trabalho, pois foi desconsiderado o fato de que certas atividades do comércio
se constituem essenciais e que, por conta disso, possuem notório interesse
público, como, também, a existência de regra específica prevista no artigo 6º-A
da Lei n. 10.101/2000 que permite, expressamente, o trabalho em feriados nas
atividades do comércio em geral, mediante autorização na convenção coletiva de
trabalho. Isso acaba contribuindo para gerar um clima de insegurança jurídica,
impactando negativamente nas futuras negociações, prejudicando trabalhadores,
empresas e a sociedade civil que necessita utilizar aqueles serviços nos
feriados
A CACB e a Fecomércio, como representantes de setores empresariais,
também manifestaram inquietação diante
do retrocesso representado pela revogação da lei. Essas entidades compreendem
que, ao mudar a regra do jogo que estava bem estabelecida, a medida pode
acarretar em desafios para o funcionamento eficiente do comércio, prejudicando
não apenas os trabalhadores, mas também os empresários que dependem da
estabilidade e previsibilidade nas relações laborais para a manutenção do pleno
emprego e o desenvolvimento econômico.
A ACEP – Associação Comercial e Empresarial de Porto Velho, na figura de
seu presidente, Valdir Vargas, afirma que tal medida só visa a fortalecer os
sindicatos e representa um retrocesso nas relações trabalhistas e de livre
comércio. Ou seja, o Governo não visa o melhoramento do setor, mas apenas o
favorecimento de seus aliados. “Nesse momento, o país necessita urgentemente de
retomar a pujança na sua economia, uma medida desse porte se afigura um
retrocesso que, infelizmente, poderá comprometer o pleno exercício das
atividades econômicas, com prejuízo para todos”, sublinhou o Presidente da
ACEP.
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