Segunda-feira, 1 de setembro de 2008 - 09h32
O artigo de conclusão de curso que aborda a cobertura do caso Liana Friedenbach no jornal O Globo lembra o jornalismo policial em Porto Velho. A autora do trabalho Paula Cambraia Grassini fala que a imprensa tem o poder não só de interferir no desdobramento dos acontecimentos, mas também de ser agente.
O jornal O Globo realizou campanha, de forma mascarada, pela redução da maioridade penal. Segundo Paula, a ação do Jornal foi superficial, baseada na emoção e em recortes do cotidiano. De acordo com a opinião da autora, o discurso do Globo defendeu o sistema neoliberal que exclui pessoas e depois, pune.
Os comunicadores não devem esquecer seu papel social e deixar de fiscalizar os órgãos públicos para assumir o papel que é da polícia.
Lembra-se do caso Josafá em maio de 2006? O jovem foi morto por policiais no bairro Marcos Freire. Um jornal da cidade noticiou na capa: Líder de gangue é morto por policiais. O apresentador de um programa policial também disse, no ar, que o jovem era bandido? Quais eram as provas? Só havia relatos por parte da polícia, ou seja, uma única fonte. No dia seguinte, a imprensa teve que se retratar do que disse. O jovem não era bandido, era professor. Alguns jornalistas esqueceram de dois princípios básicos da profissão: ouvir o maior número de fontes e que não cabe ao jornalista julgar e sim, relatar.
Vamos vestir a camisa do jornalismo investigativo, aquele que vai além do fato e mostra o que está por trás do cenário. Façamos como prega a Gestal, psicologia da forma, um todo não pode ser compreendido com a separação das partes. Reunamos o quebra cabeça da violência e abandonemos a visão maniqueísta de que o criminoso é bandido e polícia, o mocinho.
Antes de defendermos uma bandeira, como o da redução da maioridade, devemos lembrar que antes da punição vem a prevenção. Discursos punitivos são uma forma de jogar um problema social pra debaixo do tapete. A mídia deve se preocupar com o poder de influência que tem na sociedade. Outro cuidado é para não ser manipulada pelo Estado neoliberal e atender os interesses dele, ao invés de atender os do cidadão.
Fonte: Dalila Nogueira Pinto - Acadêmica do 6° período de jornalismo
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