Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Opinião

Artigo: Estado e Sociedade estão com o jogo de responsabilidade zerado


 

Zero a zero

Estado e Sociedade estão com o jogo de responsabilidade zerado. Estado, Nação, Povo e Administração Pública tem o mesmo significado para o cidadão denominado mediano pelo Direito. São parecidos. Cada um tem significado próprio. Todavia, o desempenho eficiente e adequado de cada um seria o mais importante. Quando funcionam mal, cada um tenta exercer o papel do outro. A confusão generaliza-se, nenhum se sente responsável pelo cumprimento de suas funções, o que gera prejuízo para todos.

Fazer perguntas seria a melhor forma de clarear a função de cada um. Mas interessa diretamente a figura da Administração Pública, como ente principal que envolve Estado e cidadão. Quando se cria uma lei num país, a primeira noção dos cidadãos seria o seu cumprimento. No Brasil, a visão é contrária. Primeiro, porque o Estado faz sem nenhuma condição de exigir o cumprimento de fato. Segundo, a cultura nacional predominante é para descobrir como descumpri-la.

Sinal amarelo no trânsito significa diminuição da velocidade; o vermelho para parar. No Brasil, quase a unanimidade acelera. Julga um ato de inteligência e de esperteza. Como resultado final tem-se milhares de mortes ao ano. Famílias destroçadas e milhões gastos em tratamento.

Na maioria das cidades, como São Paulo, existem leis que proíbem o cidadão de jogar lixo na rua, obrigam a manutenção de calçadas limpas. Poucas cidades podem ter pontos limpos, mas são insignificantes, a ponto de parecerem todas muito sujas. 

Leis que regulamentam o zoneamento, a construção civil, o despejo de dejetos e centenas de outras comprovam que o Estado brasileiro só existe para camadas humildes da sociedade.

Não jogar lixo nas ruas parece elementar, tão elementar que não precisaria ter uma lei para proibir. Mesmo que as leis não passassem do papel, como sempre, o cidadão poderia agir de forma civilizada por bom senso. Mas deve interagir Estado e povo. A população fica na dependência da criação dos meios de atuação pelo Estado. Já o Estado depende da cobrança da população para criar esses mecanismos. Verdadeira mordida do rabo pelo cachorro. O Estado precisa agir com eficiência a dar a certeza de punição legalmente justa, imediata e rigorosa  aos transgressores. Repita-se: aos transgressores. Como está, o cidadão descumpre porque tem a certeza da impunidade pela ineficiência do Estado. E só há perda para todos nesse jogo que não sai do zero.

Fonte: Pedro Cardoso da Costa

Gente de OpiniãoQuarta-feira, 11 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

O Diabo anda à a solta

O Diabo anda à a solta

A Altitude da Corrupção: As Elites, Epstein e a Derrocada Moral do OcidenteVivemos numa era de desnivelamento ético. Enquanto a maioria luta com as

Selvageria e bestialidade

Selvageria e bestialidade

Mais uma professora foi assassinada por um aluno dentro da sala de aula. Esse é o reflexo da onda de selvageria que domina a cidade de Porto Velho.

Adeus à vida através do suicídio

Adeus à vida através do suicídio

Para além dos Números da Escuridão que se espalha na Sociedade europeia Os recentes dados sobre suicídio na Alemanha e em Portugal não são apenas

Quando a violência invade o espaço do saber

Quando a violência invade o espaço do saber

Sexta-feira(06/02), algo terrível aconteceu dentro de uma Instituição de Ensino Superior.Uma professora de Direito Penal foi morta a facadas por um

Gente de Opinião Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)