Terça-feira, 23 de junho de 2015 - 15h51

Ernande Segismundo
“A advocacia não pode fugir ao debate, dado a sua histórica luta em favor do estado democrático de direito, defesa das instituições democráticas, da Justiça e da cidadania. Esse é o legado dos nossos compatriotas que, desde Rui Barbosa, no final do século 19, já pugnava por uma advocacia aguerrida, protagonista dos debates em defesa da sociedade e que não pode ser negligenciado”. A observação é do advogado Ernande Segismundo, que vem sendo estimulado por alguns setores da advocacia a assumir uma chapa para a disputa da presidência da Seccional Rondônia da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RO), que acontecem em novembro.
Segismundo, no entanto, vem afirmando que ainda não havia pensado no assunto, mas se diz contra a ausência de debate em um pleito eleitoral que mobiliza uma das categorias mais influentes no atual contexto. “Uma eventual candidatura única, com a total ausência de debate é ruim para a OAB e é ruim para a advocacia de modo geral, porquanto passa a ideia de que estamos órfãos de lideranças e não temos problemas a ser debatido visando a melhoria da prestação jurisdicional, que tem como objetivo final a satisfação daqueles que pagam a conta, o cidadão.
Graduado pela PUC de Goiânia e com cerca de 25 anos de militância na advocacia rondoniense, Ernande Segismundo adianta que não se trata apenas de querer mudar o atual presidente da OAB Rondônia, mas de não renunciar ao debate que um pleito eleitoral proporciona. “Existe momento mais propício para os advogados debaterem os problemas comuns do dia-a-dia do que na eleição para a OAB?”, questiona o advogado.
Esclarecendo que pessoalmente não tem nada contra a atual direção da OAB, Segismundo sugere que o melhor para a categoria é a renovação, pressuposto basilar e pilar da democracia.
“Não me arvoro em lançar uma candidatura de forma inconsequente, mas não posso fazer ouvidos moucos aos apelos dos colegas que pugnam pelo bom debate. E, para isso, me proponho a conversar com aqueles colegas que concordam que a advocacia não pode se omitir ao debate”, conclui.
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