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ABC da Cidadania


 
João Baptista Herkenhoff

A Prefeitura de Vitória promoveu o lançamento solene de uma nova edição do ABC da Cidadania. O Secretário de Direitos Humanos Marcelo Nolasco teve o máximo empenho para que o ato não se resumisse a uma simples tarde de autógrafos, mas que fosse um momento de afirmação cidadã. Para alcançar este objetivo empenhou-se, junto com sua equipe, em espalhar convites e conseguiu que um numeroso público prestigiasse o acontecimento. Professores, estudantes, vereadores, líderes da comunidade, funcionários do Município assinaram presença, não apenas uma presença física, mas uma presença também espiritual, inundando de entusismo e espontâneo civismo o ambiente.

Poucos livros me proporcionaram tanta alegria quanto este: alegria ao escrevê-lo; alegria ao vê-lo primorosamente editado; alegria de presenciar sua ampla circulação na cidade. O êxito de colocar a cartilha nas mãos do povo deve ser creditado aos servidores da Secretaria de Direitos Humanos. Aliás, por falar nesses servidores, deve ser lembrado que vinte de setembro é o “Dia do Funcionário Municipal”. Nenhum servidor público está tão próximo do povo quanto o servidor municipal, razão pelo qual essa categoria de funcionário merece especial apreço, reconhecimento e valorização.

Para demonstrar como a cartilha tem sido bem distribuída, vou mencionar um fato simples porém expressivo. Peguei um táxi em Vitória. No final da corrida o motorista abre o porta-luvas do carro, retira um exemplar do ABC e me diz: “Professor, este livrinho fica sempre aqui. Quando estou esperando algum freguês, aproveito o tempo livre e leio a cartilha.”

Outro fato deve ser mencionado para demonstrar o curioso trajeto do ABC. A primeira edição foi publicada por Paulo Hartung. A segunda edição saiu sob a batuta de Luiz Paulo Vellozo Lucas. A terceira edição é editada sob a chancela de João Carlos Coser. A quarta edição saiu agora, quando a Cidade Presépio é administrada por Luciano Rezende. Quatro Prefeitos, de partidos diferentes, deixando de lado vaidades pessoais, deram uma lição de cidadania levando avante a cartilha.

Num país em que tantas vezes administradores tacanhos abandonam bons projetos dos antecessores, por ciúme ou inveja, este comportamento dos nossos Prefeitos merece justíssimo aplauso.

Afinal se Vitória, como diz o Hino da Cidade, é “cidade sol, com o céu sempre azul, sonho de luz de norte a sul”, deve ser uma cidade cidadã para que a adoremos, como quer nosso Hino.


João Baptista Herkenhoff, Juiz de Direito aposentado, professor e escritor. E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br

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