Segunda-feira, 20 de maio de 2019 - 09h07

Em
Portugal, desde o início do ano, apesar de se combater, por todos os meios, a
violência na família, contam-se já mais de uma dezena de mulheres,
assassinadas.
A
violência doméstica não é calamidade dos nossos dias, pois entronca-se na época
do antropoide pré-histórico.
Mas,
que a agressão física, chegue a causar a morte, parece-me que é novidade
preocupante, pelo menos na quantidade que se verifica.
Psicólogos
experimentados tentam explicar o motivo que leve um dos membros, do casal, a
agir com tal violência, que em muitos casos, leve à morte; mas, não conseguem
conclusões definitivas.
As
autoridades, por sua vez, procuram agravar as penas, para crimes desse género;
mas continuam por explicar a razão, porque recrudesce a violência, não só entre
os conjugues, mas, igualmente, no namoro.
Também
não se descobre, porque as crianças agridem, agora, os pais e os professores;
assim como os netos maltratam s avós. Outrora, nunca as crianças bateram nos
professores, e raras se aventuravam a maltratar a mãe, e muito menos o pai.
Por
que acontece agora?
A meu
ver, é o resultado da educação que estamos a dar à juventude.
A
ideia corrente, que bater nas crianças, pode traumatizá-las, levou a sociedade
a condenar toda ou qualquer correção, até a simples palmada! …
Como a
polícia e os tribunais, castigam o cidadão, que prevarica, também convêm, que
os pais castiguem os filhos, enquanto pequenos, quando erram.
Devem
assim agir – a meu ver, – para não se tornarem futuros delinquentes; e mais
tarde, virem a necessitar, que o Estado os venha a castigar, fazendo o que os
progenitores não fizeram.
As
nossas cadeias estão cheias de criminosos, e os principais “culpados”, são os
pais, por não saberem ou não quererem, repreende-los em menino.
O
abandono, de grandes franjas da sociedade, e da Igreja, e o facto da juventude
se ter afastado da doutrina de Jesus, tem contribuído para o aumento da
violência, e de toda a espécie de delinquência e desrespeito. Porque, a Igreja,
coadjuva, os pais, na educação dos jovens.
Se
queremos coletividade mais justa e mais digna, temos que educar,
convenientemente, a juventude.
Educar,
não é só instruir, mas principalmente, inculcar: hábitos, valores morais e
cívicos, que formem o carácter.
Caso
contrário, as nossas cidades irão transformar-se numa selva de pedra e cimento,
onde impera: o egoísmo, o desrespeito e desenfreada violência.
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