Porto Velho (RO) segunda-feira, 26 de agosto de 2019
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A próxima cartada do 'pássaro azul'


   

Depois de meses de portas nem tão fechadas assim, o Twitter finalmente mostra ao mundo a sua nova ação de marketing digital: os links patrocinados. Mas daí você pode pensar: “Meu Deus, mas o link patrocinado já existe em outros tipos de mídias sociais e em grandes buscadores, como o Google. O que há de tão novo assim?”.

Há o cuidadoso planejamento que a empresa dedicou a esse projeto que pode sim ser considerado como audacioso. Há uma faca de dois gumes nessa próxima investida do Twitter.

O carro-chefe da empresa é a quebra de privacidade pessoal, com artistas, autoridades e políticos estreitando o laço com as chamadas “pessoas comuns”. As mensagens curtas e o “barato” em saber o que um amigo está fazendo, por exemplo, mantiveram, até o momento, a mídia social como grande percussora do setor.

O risco, ou melhor, o grande cuidado que a empresa passa a tomar, segundo especialistas, é de que forma as propagandas serão adicionadas na home de cada usuário.

Em abril deste ano, a empresa já revelava seu projeto de passar a ter lucro em potencial. O programa, conhecido à época como “Tuítes Promocionais” atingiria até 10% dos usuários, em uma tentativa clara de por em testes o que está por vir nos próximos dias.

Alguns usuários, que já têm acesso ao novo layout do Twitter, podem se familiarizar com o novo recurso publicitário, através dos “Trending Topics patrocinados”, que são publicados com o aviso de “Promoted”.

O primeiro “tiro” foi dado em junho de 2010, quando a empresa lançou a muito bem sucedida campanha da estreia do filme Toy Story 3. Para ter acesso ao serviço, a Disney/Pixar pagou para utilizar a propaganda como Promoted Tweets, como também em resultados de busca.

O tema, porém, foi bastante receptivo aos olhos dos usuários e aí está o principal ponto questionado a empresa. Como serão vistas outros tipos de propaganda paga em uma página que antes tinha o total domínio de seus usuários. Causará um desconforto ou será uma comodidade a mais para que o internauta encontre serviços próximos a seu perfil na página de seu Twitter?

Eu ainda aposto na segunda forma de pensar. Acredito que as empresas e SEOs terão a responsabilidade de manter esse grau de afinidade entre o vendedor e o consumidor. O risco para as empresas, porém, é o mesmo que ocorre nos links patrocinados do Google. Uma campanha feita por um profissional que não é especializado, pode morrer no bico do passarinho.

Por enquanto, o Twitter disponibilizará os espaços publicitários em sua própria timeline. Mas a expansão para outros pontos da página já deve estar prontamente programada.

A empresa, que tem um Facebook em plena expansão como concorrente, deu nome a toda essa investida de “fortalecimento de mercado” e dá mostras de que muitas mudanças ainda estão por vir. Para isso, também anunciou várias medidas padrões, com política de uso mais rígida com relação ao nome da marca. Poucas coisas... algumas até irritantes, mas que certamente serão acatadas pelos seus milhões de seguidores.

Fonte:  FÁBIO GRINBERG

 

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