Porto Velho (RO) terça-feira, 29 de setembro de 2020
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FEBRE AMARELA: Ariquemes realiza campanha de vacinação


A Prefeitura Municipal de Ariquemes, ciente da importância de manter o  bloqueio à febre amarela  no municipio, realiza no próximo final de semana, em todos os postos de saúde, uma intensiva campanha de vacinação. Todas as unidades básicas de saúde da área urbana    estarão abertas entre as 7h e 13 h. Na unidade ao lado do Hospital Regional, o atendimento será das 8 h às 17 horas.

A secretária interina de Saúde, Kátia Regina, informa que a imunização garante 99% de eficácia contra o contágio da febre amarela.O efeito protetor  ocorre uma semana após a aplicação. O intervalo entre as doses é feito a cada dez anos. A secretária faz um alerta à população para a importância de além de vacinar-se, coletar os lixos domésticos, ajudando assim o combate ao mosquito transmissor da doença.

De acordo com a secretária, a maior incidência de febre amarela acontece entre os meses de janeiro a abril, período das chuvas. O acúmulo de lixo doméstico aumenta os criadouros dos mosquitos. A vacina é contra-indicada a gestantes, imunodeprimidos (pessoas com o sistema imunológico debilitado) e pessoas alérgicas a gema de ovo. Crianças a partir de nove meses podem ser vacinadas.
A vacina é válida por dez anos.

A doença

A febre amarela é uma doença infecciosa, causada pelo vírus amarílico. Existem dois tipos diferentes de febre amarela: a urbana e a silvestre. A principal diferença é que nas cidades, o transmissor da doença é o mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue. Nas matas, a febre amarela ocorre em macacos e os principais transmissores são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que picam preferencialmente esses primatas. O último caso de febre amarela urbana registrado no Brasil foi em 1942, no Acre. Já a forma silvestre da doença provoca surtos localizados anualmente. As principais áreas onde ocorrem são na Bacia Amazônica, incluindo as grandes planícies da Colômbia e regiões orientais do Peru e da Bolívia, e na parte setentrional da América do Sul.

Kátia avisa que em caso de viagem para as áreas de risco de transmissão da doença, a vacina deve ser aplicada com 10 dias de antecedência. A dose não apresenta contra-indicações e deve ser tomada a partir dos seis meses de vida nos locais de risco e dos nove meses nas outras áreas. A recomendação é que todas as pessoas que vacinaram há mais de dez anos procurem os postos de vacinação.

Fonte: Ascom

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