Segunda-feira, 30 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Meio Ambiente

Publicação da Embrapa ensina a controlar pragas da mandioca



O Brasil é o segundo maior produtor mundial de mandioca, com cultivos nas diversas regiões, para processamento de farinha e fécula, gerando emprego e renda para milhares de famílias de pequenos produtores. O Acre é um dos principais produtores do Norte do País, concentrando a maior área cultivada no Vale do Juruá, região que enfrenta sérios problemas com o mandarová, uma das pragas mais agressivas da mandioca. Devido a sua alta capacidade de consumo das folhas das plantas, o mandarová (lagarta de coloração avermelhada) causa grandes danos aos cultivos e prejuízos ao produtor.

Na busca por alternativas para solucionar o problema, a Embrapa Acre, em parceria com o Sebrae, governo do Estado, Finep e CNPq, estudou os surtos do mandarová em diversos municípios acreanos e os ciclos de vida do inseto, identificando métodos de controle biológico da praga. Os resultados destas pesquisas estão reunidos nas publicações “Manejo Integrado do Mandarová da Mandioca (Erinnys ello): conceitos e experiências na região do Vale do Juruᔠlançada neste sábado (30), durante a Expojuruá, feira de negócios e tecnologias realizada em Cruzeiro do Sul (AC).

“O objetivo é contribuir para a formação de profissionais da extensão rural, como multiplicadores de métodos biológicos de controle do mandarová-da-mandioca, além de ensinar ao pequeno produtor procedimentos simples, eficazes e de baixo custo para controle da praga”, explica o pesquisador Murilo Fazolin, um dos autores das publicações.

Dentre os métodos biológicos apresentados nas publicações está um inseticida obtido a partir do Baculovirus erinnys, um vírus de ocorrência natural em mandiocais do Nordeste e Centro-Oeste do País, que foi testado e adaptado às condições do Acre.  Usado para pulverizar os plantios infestados, o produto elaborado com as lagartas mortas infectadas pelo vírus, apresenta 95% de eficiência, quando utilizado no início do ataque.

Para Fazolin, a ocorrência esporádica dos surtos do mandarová-da-mandioca dificulta o controle da praga. Segundo o pesquisador, a saída é realizar o monitoramento contínuo dos plantios e preservar os inimigos naturais da praga. Os inseticidas naturais são alternativas viáveis para o combate a pragas agrícolas por que não oferecem riscos à saúde humana nem causam desequilíbrio ambiental.

Fonte: Embrapa/Acre - Diva Gonçalves

Gente de OpiniãoSegunda-feira, 30 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Programa Ecos doa materiais recicláveis à Catanorte

Programa Ecos doa materiais recicláveis à Catanorte

O Programa Ecos, do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac/Instituto Fecomércio-RO, realizou a doação de 72 quilos de materiais recicláveis — entre plásticos

Uma Concertação pela Amazônia – Porto Velho promove encontro para debater soluções sustentáveis

Uma Concertação pela Amazônia – Porto Velho promove encontro para debater soluções sustentáveis

Porto Velho será palco de um encontro que propõe diálogo, articulação e construção de caminhos para o futuro da Amazônia. A iniciativa é promovida p

MPF, MPT e DPU debatem impactos climáticos e criação de comitê de bacia do Rio Madeira em Porto Velho (RO)

MPF, MPT e DPU debatem impactos climáticos e criação de comitê de bacia do Rio Madeira em Porto Velho (RO)

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Defensoria Pública da União (DPU) promoveram, na última quarta-feira

‘Rio Madeira, as mudanças climáticas e os grandes empreendimentos’ será tema de audiência pública em Porto Velho (RO)

‘Rio Madeira, as mudanças climáticas e os grandes empreendimentos’ será tema de audiência pública em Porto Velho (RO)

A comunidade ribeirinha do Baixo Madeira e a população em geral de Rondônia estão convidadas a participar da audiência pública ‘Rio Madeira, as muda

Gente de Opinião Segunda-feira, 30 de março de 2026 | Porto Velho (RO)