Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Meio Ambiente

Confecção de poste em madeira nativa pode ser proibida


A Câmara analisa proposta que proíbe a utilização de madeira da flora nativa na fabricação de dormentes e de postes e cruzetas para eletrificação. A medida está prevista no Projeto de Lei 2416/11, do deputado José de Filippi (PT-SP). Os dormentes são peças afixadas no solo para a instalação de ferrovias. Já as cruzetas são instaladas sobre os postes de iluminação. Segundo Filippi, o uso de madeiras nativas nobres para a confecção desses materiais tem estimulado o desmatamento no País.

O deputado especifica as espécies nativas que vêm sendo destruídas. “A procura de madeiras nobres para a produção de cruzetas continua intensa. As espécies de árvores que estão sendo, com essa finalidade, dizimadas atualmente são as seguintes: cumaru, faveiro, guarajuba, guarantã, jatobá, pau-roxo, sucupira, taiúva, jarana, angico, araçá, maçaranduba, pitomba, tatajuba, cabriúva, sapucaia, guaricá, angelim e outras”.

Extensas áreas devastadas

A demanda ferroviária por dormentes, durante várias décadas, foi responsável pela devastação de extensas áreas de florestas nativas no Brasil, informa ainda o autor do projeto. Dormentes de madeira exigem a derrubada de um grande número de árvores – aproximadamente 89 mil m³ de madeira para cada milhão de dormentes. Segundo o deputado, a exploração clandestina de madeira para este fim ainda é rentável e o dormente de madeira da flora nativa procedente da floresta amazônica chega à região Sudeste custando entre 15 e 20 dólares.

Materiais alternativos

José de Filippi destacou que o mercado já oferece diversas matérias-primas alternativas para esses equipamentos, como concreto armado, concreto leve e fibra de vidro. Outra opção é o emprego de madeira de eucalipto tratado, sem danos a florestas nativas.

No caso dos dormentes, Filippi lembrou que há também a possibilidade de utilização do plástico reciclado. “Em vez de consumir 800 árvores para a fabricação de dormentes para um trecho de 1600 metros de ferrovia, podem se usar, por exemplo, dois milhões de embalagens plásticas e oito milhões de sacolas plásticas”, exemplificou.

Tramitação

A proposta será analisada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de seguir para o Plenário.


Fonte: Agência Câmara
 

Gente de OpiniãoSegunda-feira, 16 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Justiça obriga Funai e Santo Antônio Energia a compensar danos ambientais a povos indígenas em Rondônia

Justiça obriga Funai e Santo Antônio Energia a compensar danos ambientais a povos indígenas em Rondônia

O Ministério Público Federal (MPF) obteve sentença da Justiça Federal em Rondônia que condenou a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a

Prefeitura organiza comitê de enfrentamento a crises climáticas em Porto Velho

Prefeitura organiza comitê de enfrentamento a crises climáticas em Porto Velho

A Prefeitura de Porto Velho realizou reunião nesta sexta-feira (6), para dar andamento a criação do Comitê de Crise Hídrica e Monitoramento de Event

Prefeitura de Porto Velho registra avistamento de onça-parda em área urbana e intensifica monitoramento no Parque Circuito

Prefeitura de Porto Velho registra avistamento de onça-parda em área urbana e intensifica monitoramento no Parque Circuito

A Prefeitura de Porto Velho informa o registro de avistamento de uma onça-parda (Puma concolor), também conhecida como suçuarana, nas proximidades do

Estudante da UFSCar descobre nova espécie de ave na Amazônia

Estudante da UFSCar descobre nova espécie de ave na Amazônia

Um canto incomum ouvido na Serra do Divisor, no estado do Acre, na fronteira com o Peru, levou o biólogo e ilustrador Fernando Igor de Godoy, doutor

Gente de Opinião Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)