Quinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Opinião

OPINIÃO: 364, a rodovia da morte


OPINIÃO: 364, a rodovia da morte  - Gente de Opinião
Por: João Serra Cipriano


Quando os jornalistas pegam no pé da classe política rondoniense, acreana, amazônica e mato-grossense pelo atual abandono e descaso de décadas da Rodovia Federal BR-364, eixo nacional que garante vida econômica, entrada de bens, alimentos e corredor de exportação da soja a esses quatro grandes estados da Amazônia Legal, é justamente para mexer sim com os brios das referidas bancadas e buscar atitudes para salvar vidas, que vem sendo ceifadas todos os dias.

A princípio, esse corredor rodoviário foi planejado na década de 80 para receber uma camada asfáltica para atender movimentações limitadas de mercadorias. Acontece que nas últimas décadas a região cresceu acima da média nacional, recebeu o corredor exportado de soja oriunda do noroeste mato-grossense, garante a entrada de alimentos e bens para toda uma região acima de 10 milhões de habitantes, passou a ser corredor de exportação de alimentos para muitos países andinos, além de dar sustentação a Zona Franca de Manaus com a saída de suas indústrias tecnológicas.

Passa diariamente pela nossa BR-364 milhares de veículos leves e pesados diariamente e ainda conserva as mesmas infra-estruturas de 80, e já passaram 30 anos e o governo federal através das bancadas regionais nada fizeram na pratica para garantir a modernização desse imprescindível corredor, que na verdade é a única artéria rodoviária que garante o progresso econômico, agrícola e social.

O fato é que a duplicação geral da BR-364 deve ser encarada como prioridade nacional e não como um favor do PAC ou das legendas partidárias que mandam no governo federal.

Assim como esta rodovia abre caminhos para o desenvolvimento regional, infelizmente, pelo esquecimento, péssimas obras de conservações e o esquecimento da sua duplicação por vários anos, têm sim, contribuído para tirar vidas de homens simples, políticos conhecidos, famílias pioneiras e milhares de trabalhadores, motoristas, estudantes e servidores públicos.

Todos sabem que promessas políticas já foram anunciadas nos últimos anos para a duplicação da BR-364, mas nada foi de fato colocado em prática. A corrupção, a incompetência e a falta de gestão federal sequer levaram adiante trechos como a entrada de Porto Velho e outros canteiros iniciados nas margens das cidades do interior do Estado.

Olha que esse trecho aqui da Capital caminha na omissão e corrupção desde o final do governo FHC, passando pelo governo Lula-PT e ainda o povo paga o maior preço, com as suas vidas, por tamanha mazela e vergonha política regional. Ignoraram a vinda das Usinas do Rio Madeira, delegando dinheiro público na ordem de quase 1 bilhão de reais em compensações das usinas e obras do PAC (viadutos) para uma prefeitura local, cujos governantes, não tiveram condições técnica de tocar serviços básicos e simples, como conservações de ruas e avenidas urbanas, que não conseguiu limpar valas e esgotos, além de manter limpas as nossas praças e comunidades da nossa periferia, quanto mais, gerenciar infra-estruturas grandiosas e complexas.

Quantas vidas mais precisaram ser ceifadas de nossos cidadãos para que as autoridades locais, as bancadas regionais que compõem os Estados da Amazônia Legal e que usa este eixo do desenvolvimento, para tomarem atitudes sérias e concretas para obrigar a União executar as ampliações necessárias. Quantas vidas?

Protestos, greves, fechamento da BR não devem ser instrumentos usados para chamar mais a atenção de todos, que as vidas perdidas todos os dias. É preciso uma imediata pressão política dos governadores dos quatro estados junto as suas bancadas, para que o governo federal tire do papel e dos discursos as contrapartidas sociais para essa região que tanto têm contribuído para gerar impostos, alimentos e riquezas ao Brasil e ao atual sucesso econômico.


Fonte: Jornalista: João Serra Cipriano - Email: [email protected] / http://joaoserracipriano.blogspot.com    (61) - 8171-7217 - (69) - 8114 2101

Gente de OpiniãoQuinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Saúde estadual – a tragédia anunciada

Saúde estadual – a tragédia anunciada

A crise que se instalou no sistema de saúde de Rondônia é mais antiga do que o Código de Hamurabi. Lembro-me que, em outubro de 1994, matéria do ext

Alemanha perde para Portugal a corrida ao Conselho de Segurança da ONU

Alemanha perde para Portugal a corrida ao Conselho de Segurança da ONU

Parabéns a Portugal e a Paulo Rangel pelo sucesso da eleiçãoPortugal conseguiu um lugar como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU

Cai N’Água: Uma História de Amor Não Correspondido

Cai N’Água: Uma História de Amor Não Correspondido

O Cai N’Água continua sendo cantado pela boemia como se fosse um altar romântico da vida ribeirinha. Mas basta chegar perto para perceber que o enca

A cantilena demagógica da transposição

A cantilena demagógica da transposição

Não sei você, mas eu não suporto mais ouvir essa conversa mole de transposição de servidores do ex-Território de Rondônia para os quadros da União.

Gente de Opinião Quinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)