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Leo Ladeia

Politica & Murupi - O que não está nos autos não está no mundo


Politica & Murupi - O que não está nos autos não está no mundo - Gente de Opinião

01-Nada tenho contra a instituição, mas os servidores do STF perderam a mão ao acharem os microfones e câmeras. Dias desses um servidor teve um grozópi com uns brasileiros num aeroporto fora do Brasil e deu pano para mangas. Um inquérito sigiloso, um vídeo em que a única coisa que aparece é o servidor de alto escalão chamando alguém de bandido e o caso ao que parece morreu. Dia desses outro servidor de alto escalão foi a um Congresso de estudantes e depois de vaiado saiu pregando: “Aqueles que gritam, que não colocam argumentos na mesa, isso é o bolsonarismo. Lutei contra a ditadura e contra o bolsonarismo. Nós derrotamos a censura, nós derrotamos a tortura, nós derrotamos o bolsonarismo para permitir a democracia e a manifestação livre de todas as pessoas”. Outro dia outro servidor foi à Globo News e, “Recentemente, o ministro “X” presidiu uma reunião extremamente técnica... e um dos oradores falou de algo que é raro ouvir: uma narcomilícia evangélica, aparentemente no Rio de Janeiro, onde já se tem um acordo entre narcotraficantes e milicianos pertencentes ou integrados a uma rede evangélica. É algo muito sofisticado", disse o servidor no cargo de ministro. São apenas três exemplos e nem cito o servidor que mais fala e prega o que se deve ou não fazer e dizer e por suposto, pensar, para lembrar quão politizada se tornou o STF, corte constitucional, criada para tal fim. Hoje nos autos ou fora deles, “uzomi” deitam falação e o brocado latim oriundo do direito romano – há quem goste – diz: “Quod non est in actis non est in mundo” ou em brazukês, “o que não está nos autos não está no mundo”. Tempos estranhos...

 

2-Acabava de escrever o primeiro ato dessa minha cantilena quando lembrei que um cidadão do Maranhão conseguiu a façanha de assumir três dos mais importantes cargos nos três poderes da república brasileira. Montesquieu possivelmente ficou com os ossos vermelhos de raiva ou de vergonha. Certo é que aos 55 anos, Sêo Dino, fervoroso católico comunista, completou a carreira política mais rápida da recente história brazuka, navegando no executivo, legislativo e judiciário em menos de um mês. Um assombro, principalmente para alguém que pela compleição física lembra o que traz no nome: um gordo dino. Para nosso povo que adora incensar figuras bizarras, eis alguém talhado para substituir o “grande líder” Sêo Lule, exemplo de vida de Sêo Dino. Imaginem uma chapa de presidenciáveis com dois nomes oriundos da “supimpa corte”? STF na cabeça para domar o Executivo canarinho. Sêo Dino presidente e Sêo Gilmar primeiro ministro. A questão do regime parlamentarista é um quase nada. Para quem matou e enterrou a Lava jato, devolveu dinheiro e bens a ladrões e traficantes e construiu uma narrativa do golpe sem arma, hummm... é fichinha.

 

3-Neste fim de semana, domingo que vem e sendo bem preciso e cirúrgico, dia 17, a operação Lavajato completaria 10 anos. Morreu pelo caminho, e creiam está ainda insepulta. Os coveiros são conhecidos, os corruptos estão todos soltos e agora está em curso a operação de branqueamento da honorabilidade devida com devolução de multas e refazimento de acordos dos que estão soltos. E por acaso – acaso em política? – lembrei que a decisão da Lava Jato pedindo a prisão do Zé Dirceu no mesmo dia em que o STF julgava o pedido de liberdade dele, soou como provocação. Acaso não foi dimermo. Para Sêo Gilmar, tratou-se de tentativa de constranger a Corte e ele foi cruel ao definir a ação como “brincadeira juvenil”. E agora seria acaso a festa para comemorar a volta de Zé Dirceu à cena política? Pois é. Em política o acaso é adredemente preparado com festas e approachs pela Rede Globo. O establishment venceu no Brasil como na Itália com a Mani Pulite prima da Lava jato. Nossos domingos estão soturnos, “Fantásticos”, sem brilho, fúnebres e o próximo irá se juntar ao 8/1, igualmente triste. E quão triste é constatar que a Lavajato foi a esperança de um pais decente.  

 

4-E falando em aniversário o consumidor brasileiro celebra neste 15 de março a criação de um dos mais importantes avanços nas relações de consumo. O CDC-Código de Defesa do Consumidor surgiu em 1990 criado pela Lei Nº 8.078 como o principal instrumento de garantia dos direitos dos consumidores. Não foi fácil implantar novos costumes nas relações clientes privilegiadíssimos e os fornecedores com a inversão do ônus da prova que facilita e protege os direitos do consumidor e incumbe ao autor provar o fato constitutivo de seu direito operando de forma automática e ao réu, provar que existe algum fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Em tempos de IA-Inteligência Artificial surgem novos desafios para as empresas e mais cuidados por parte do consumidor. O Brasil avançou muito nesse campo e para ampliar a proteção ao cliente e empresas surgiu a LGPD-Lei Geral de Proteção de Dados como rota para cuidados de parte à parte. Alvíssaras!


02-ÚLTIMO PINGO

Depois de duas relevantes temporadas à frente da Prefeitura Municipal de Porto Velho, Sêo Hildon Chaves que ainda tem algumas cerejas para colocar sobre o bolo da capital deixa ao substituto (a) a tarefa de suplantá-lo, o que não será fácil. Porto Velho merece e carece de alguém que viva para esta continuidade. A escolha não está difícil e o próprio prefeito já fez a sua opção, bastando ao seu ou sua sucessora trilhar igual caminho. Sêo Hildon era noviço na política, mas não tão novo para desconhece-la totalmente. A vida de promotor público e empresário de educação lhe deram régua e compasso. Agora todos querem a Porto Velho moderna e nós precisamos fazer a escolha certa.


03-PONTO FINAL

Hora do baile do “tatu”. Lá se foi o primeiro mês da fuga de Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento, o "Tatu" ou "Deisinho" e o baile segue firme pelo Nordeste. Pena que o Jornal Nacional que recebeu 24 milhões de verba do governo federal e em segundo lugar o Fantástico que faturou a metade desse valor, limitem a cobertura e não usem o consórcio de empresas jornalísticas da época da COVID para informar as atrações diárias do baile. Enquanto isso o suprassuco da justiça e segurança, Sêo Lavandósque age na surdina e quando aparece é para dizer que apesar do fracasso no uso de helicópteros, drones, cães farejadores, equipamentos tecnológicos sofisticados, além de mais de 600 homens, incluindo a Força Nacional e equipes das Polícias Federal e Rodoviária Federal, tem a “oportunidade de fazer uma reforma nos presídios. Imagine se tivesse ocorrido a fuga de alguém como Marcola? Estamos muito mais preparados agora”. Ah se tá... Claro que tá... Vixi se tá!

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