Terça-feira, 27 de janeiro de 2026 - 12h02

“De onde menos se espera
é de onde nada sai mesmo”, disse Zé de Nana quando contei que Sêo Fraquinho botaria
curto na supimpa corte, o STF. “Uómi” começou dando um passa moleque na FAB usando
a GOL, sem segurança e avisando que iria criar um tal de Código de Conduta. Fui
ao filósofo Hemetério de Jacobina: “Vai ser código escrito, carimbado e
registrado em cartório?”. Sêo Fraquinho lançou a sua plataforma presidencial e
antes que alguém pudesse reclamar picou a mula de férias porque ninguém é de
ferro para encarar o trampo sem uma folguinha. Ocorre que o universo conspirou
– oh universo duma figa! – e aí sem mais já veio Lulinha, Moraes, Master e –
cruzes! – Toffoli. Primeiro dia do ano e já bateu o desespero: “Oh Deus, e
agora com esta taça de champanhe pelo meio?”. Ainda sob os eflúvios, ele soltou
a nota em que diz que o STF é o ó do borogodó, e # partiu São José da Costa
Rica. Não sei se já voltou ou se de lá mesmo saiu-se com outra: “Não vou cruzar
os braços, doa a quem doer”. Deixa dilso, para com ilso... Ora se ele agiu para
livrar Lula da cana vai agora complicar a vida de seus parças do STF? Nenão?
1.1- Nikolas, o fenômeno

É jovem mas tem a esperteza das raposas mineiras, os
ensinamentos de Olavo de Carvalho, incrível comunicação pelas redes sociais, ora
é temido e ora é respeitado pelos adversários e um caminhão de votos. Nikolas
diz que foi por inspiração divina a caminhada de Paracatu MG a Brasília, que se
transformava em catarse por onde ele passava. Descrever a caminhada é
impossível, mas as várias faces estão nas redes sociais. Domingo sob um dilúvio
ele chegou à Praça do Cruzeiro em Brasília e de repente um raio caiu sobre os apoiadores
que não arredaram o pé durante a borrasca, para vê-lo e ouvi-lo. Por sorte ou
milagre, nenhuma morte. Mas no Brasil polarizado, raio virou algo sobrenatural.
Intervenção divina. Para a direita, Deus mostrava a luta do “Davi de Paracatu”
contra o gigante do STF de 11 cabeças. Para a esquerda foi irresponsabilidade e
pecado por usar o nome de Deus, mas o que vi foi um momento de democracia em estado
puro: povo na rua manifestando sua vontade de acordar o Brasil que até no hino
está deitado em berço esplêndido.
1.1- The day after ou caso prefiram, a
ressaca cívica

Segunda próxima, parlamentares que
estiveram ou viram Nikolas na “Caminhada pela Liberdade” irão enfrentar outra caminhada
difícil pelos corredores da Câmara e do Senado para reconectar o Congresso com
o povo. Contudo há um deserto entre os chefetes das Mesas Diretoras e o chão onde
pisa a plebe rude dos que de fato deveriam decidir o destino do povo. Acho que Alcolumbre
e Mota não devem crer no que seus olhos viram. Não será fácil vencer a barreira
para derrubar o veto do Executivo consorciado com o Judiciário, nem montar CPIS
e votar a anistia. Na mesma segunda, mães estarão noutra caminhada também
difícil. A dúvida entre comprar comida ou remédio, em ir trabalhar e deixar
filhos sozinhos. Empresários estarão aflitos com o arrocho fiscal, o cidadão
estará preocupado com a violência do dia a dia e os policiais preocupados com a
tarefa de enfrentar de igual para igual o bandido que tem um arsenal maior que
o seu e a lei favorável. Precisamos entender que não é preciso caminhar 240 km,
mas acordar, não temer e fazer cada um sua parte, ou seguramente, “tudo será
como d’antes no Quartel de Abrantes”.
1.1- O Boca de Sovaco mamando no Master

Não bastassem as relações
espúrias do tamborete que chamam de Banco Master com a roubalheira do INSS arrombando
a porta do STF, com o filho “duómi”, Toffoli, Moraes e o escritório matrimonial
(seria patrimonial?), os bam-bam-bans da Faria Lima, Güido Manteiga, Jacques
Wagner, Ibaneis e chegou a vez do Levandowiskey que manteve um contrato de
prestação de serviços (advocatícios?) no período em que o “Boca de Sovaco”
atuava como Ministro da Justiça e Segurança Pública e que lhe rendeu a bagatela
de cerca de R$ 6,5 milhões brutos e dos quais R$ 5,25 milhões após a ida dele
para o Ministério. Já se sabe que o Vorcaro ou seu mentor pagaram para receber
segurança, mas não cumpriram o trato. Esta é a notícia de hoje até a nova
enxadada. E se você acha que vai isto vai dar em prisão, detenção, devolução, disse
o Zé de Nana, “acalme seu coração: vai dar nada não mermão!”
1.1- O pedágio está valendo. E agora José?

Imaginem um casal descobrir ao final de nove meses,
quando o rebento está ali, na hora de cortar o umbigo que não quer mais. O que
fazer? Não dá para empurrar de volta para a barriga da mãe. O pedágio da BR 364
é o filho bastardo que teremos de
criar. Como estão dizendo por aí nas bocas de fumo, “Chuta quem pariu”.
Whats-app (69) 9 9273 8482
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