Porto Velho (RO) domingo, 26 de junho de 2022
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Léo Ladeia

Política & Murupi - Heróis da Pátria


Política & Murupi - Heróis da Pátria - Gente de Opinião

Que qualidades, feitos, lutas, obras, exemplos, sacrifícios, entregas, estilos crenças podem transformar um homem comum num herói? Seria tal ou tais homens predestinados? Seriam eles aqueles que a depender de uma oportunidade abraçassem compulsória ou voluntariamente uma causa e a ela dedicasse a própria vida? Difícil dizer. Certo contudo é que as nações precisam de heróis para espelharem e moldarem o estilo, caráter e o que se espera do próprio povo. 

Somos os “destemidos pioneiros” de uma terra que traz o nome do seu maior herói, o Marechal Cândido Rondon, que segundo o escritor e cartunista Ziraldo é o “único e genuíno herói brasileiro, por ter dedicado a sua vida a uma causa”, referindo-se à máxima da sua difícil tarefa de desbravar a floresta e interligar o país com as linhas telegráficas convivendo com os índios, pregando que tudo fosse feito dentro da legalidade e respeito a dignidade humana. “Morrer se preciso for. Matar, nunca” afirmava o Marechal da Paz. 05 de maio é a data oficial para homenagear o nascimento deste grande herói brasileiro. Pena, porém, que tal data nem de longe rivalize com outras, de outros heróis, às vezes nem tanto heróis.

O Brasil precisa de heróis e deve cultuá-los. Não falsos e estereotipados heróis destes tantos realities shows televisivos que de heróis nada possuem. Precisamos de figuras que mesmo não sendo heróis na verdadeira acepção da palavra, sejam identificadas com o povo, ainda que sejam o fruto de resultados de excelência em esportes e noutros mosaicos culturais. Precisamos nos identificar com o protótipo de cidadão desejado.

21 de Abril é o dia da Inconfidência Mineira e se homenageia Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, um dos líderes do movimento que lutava contra a cobrança abusiva de impostos pela Coroa Portuguesa e apesar da exaustiva abordagem nos livros escolares, o movimento em si e a vida do herói carecem de profundidade.

Na sequência, o 22 de Abril que nem mesmo é feriado é a data em que se lembra o descobrimento do Brasil, cuja citação ao nome do navegante Pedro Alvares Cabral se tornou irrelevante. Somos um país com poucos nomes expressivos registrados como heróis ou com nomes absolutamente inexpressivos fazendo parte do Livro de Aço do Panteão da Pátria.

Voltando ao Marechal Rondon, somente em 2015 a lei 13141 originada do PLS 218 de 2007 cujo autor foi o senador Expedito Júnior, ou seja, 8 anos após, o Brasil fez justiça, inscrevendo o nome do Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon no Livro de Aço do Categoria que reúne pessoas cujos nomes foram aprovados para constar no Livro de Aço do Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, recebendo assim o título de Herói Nacional, inclusivamente os que ainda não tenham tidos seus nomes registrados, efetivamente, no referido tomo.

Um povo sem heróis é um povo sem história, sem passado, com o presente sendo levado de cambulhada e com futuro incerto. Apenas para lembrar este ano teremos eleições e podemos começar a escrever o nosso futuro exatamente agora fazendo as escolhas certas para no futuro termos um número maior de heróis de verdade e não os fabricados para atender a interesses inconfessáveis.    

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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