Porto Velho (RO) segunda-feira, 6 de abril de 2020
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GASODUTO: Cassol volta a contestar inviabilidade


Ao participar na manhã desta sexta-feira (26) do Seminário Desenvolvimento Regional Rondônia e Acre – Oportunidades e Perspectivas, realizado no auditório da Ulbra, em Porto Velho, o governador Ivo Cassol aproveitou a presença do secretário nacional de Energia Elétrica, Ronaldo Schuck, para contestar novamente as afirmações da Casa Civil do Governo Federal sobre a inviabilidade do gasoduto Urucu-Porto Velho. O governador foi enfático em dizer que a viabilidade existe, como comprovam estudos em vários portos abertos e depois fechados na região do tio Juruá. Ele observou ainda que Rondônia não pode perder duas vezes, primeiro o gasoduto e depois o ICMS gerado pelo diesel, caso haja concretização da interligação através do Mato Grosso-Bolívia.

“Além das usinas hidrelétricas do rio Madeira, precisamos do gasoduto para que não venha o gás da Bolívia através do Mato Grosso. Da mesma forma, queremos a ligação do sistema Rondônia-Acre, porque ambos ganharão com isso”, afirmou.

Apesar da defesa do governador e do documento entregue pelo movimento estudantil, o secretário Schuck disse apenas que o Governo Federal deverá concluir novos estudos sobre o gasoduto até o final do ano.

Cassol defendeu ainda a saída para o Pacífico, sugerindo que pode ocorrer de três formas: pelo Acre, Guajará-Mirim ou a BR-429, em Costa Marques. Ele afirmou que há interesse tanto do Brasil (de modo especial Rondônia) quanto do Peru em trocas comerciais. “Já temos a garantia de enviar pelo menos 500 toneladas de miúdos por mês para o Peru, enquanto Rondônia poderá importar com menos tempo e custo o cimento e o fertilizante daquele país”, explicou Cassol

Ao afirmar que as usinas hidrelétricas do rio Madeira só vão acontecer devido à necessidade do país, o governador defendeu a participação acionária dos Estados do Amazonas e Acre nas usinas hidrelétricas do rio Madeira pelo fato de os investimentos serem federais.

Sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que direcionou R$ 274 milhões para obras de saneamento (água e esgotos) no Estado, que entrará com contrapartida de R$ 152 milhões, Cassol também defendeu a liberação de mais recursos para outras três áreas prioritárias, que são Saúde, Educação e Segurança.

Depois de falar sobre a produção de mais de dois milhões de leite/dia, proposta de instalação da fábrica de cimento da Votorantin e outras fontes geradoras de emprego e renda do Estado, Cassol solicitou a liberação de cerca de R$ 25 milhões para a construção de um novo porto, uma vez que o atual não comporta mais a demanda de produtos para exportação.
Fonte: Decom

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