Porto Velho (RO) segunda-feira, 18 de novembro de 2019
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Gás

GÁS: Bolívia pede ao Brasil redução no consumo


A falta de investimentos levou a Bolívia a pedir ontem uma redução voluntária no consumo brasileiro de gás para que a Argentina tenha energia suficiente durante o próximo inverno. O caso será discutido na próxima semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o colega boliviano, Evo Morales, e a líder argentina, Cristina Kirchner.

Em visita a Brasília ontem, o vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, negou quebra de contrato no fornecimento de gás para o Brasil. Na avaliação boliviana, trata-se de discutir como "equilibrar" o suposto excesso de gás que o Brasil recebe e a iminente escassez na Argentina.

A idéia da Bolívia é assegurar o fluxo de 27 milhões a 29 milhões de metros cúbicos de gás para o Brasil diariamente, o que representa o consumo médio histórico. O problema é que o contrato atual prevê o fornecimento de até 32 milhões de metros cúbicos, sempre de acordo com Linera. "Os volumes de consumo médio histórico que o Brasil usa do gás boliviano estão absolutamente garantidos e não estão em debate. O que está em debate são volumes novos de gás, além dos volumes médios históricos", disse.

Diante desses números, a proposta boliviana é repassar para a Argentina o gás a que o Brasil tem direito mas não usa. Obviamente, a conta não é tão simples: durante o inverno chove menos e há chance de o governo utilizar justamente este excesso de gás para operar usina termelétricas e evitar o racionamento de energia.

Desde 2007, a Bolívia não fornece gás para a termelétrica de Cuiabá. Para Linera, é preciso avaliar os investimentos e os novos volumes de produção antes de assegurar a entrega do produto para aquela usina.
Consumo. Os argentinos usam de 2,5 milhões a 3 milhões de metros cúbicos diários, mas o consumo aumenta em outros 2 milhões de metros cúbicos durante o inverno. A Bolívia assinou contratos para despachar 27 milhões de metros cúbicos de gás para a Argentina nos próximos cinco anos.

"É provável que em junho, julho e agosto o requerimento de gás da Argentina aumentará mais um pouco. Vamos discutir se há essa possibilidade de equilibrar Brasil e Argentina, por isso a importância dessa reunião dos presidentes." Segundo ele, o problema de abastecimento se restringe ao ano de 2008, até outubro, quando haverá produção adicional de 3 milhões de metros cúbicos. Em 2009, haverá mais 7 milhões de metros cúbicos.

Ontem, Linera também pediu ao presidente brasileiro investimentos para a conclusão de uma estrada que ligará o altiplano à amazônia boliviana.

Fonte: Jornal do Commercio/RJ/Iuri Dantas/Da agência Folhapress

 

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