Quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Silvio Persivo

'UM NATUREBA RETÓRICO.... E MIDIÁTICO '


'UM NATUREBA RETÓRICO.... E MIDIÁTICO ' - Gente de Opinião 

Este ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, me parece, cada vez mais, uma Marina “recuperada” (com um pouco mais de bom-senso) de colete com o toque marqueteiro de Lulla da Silva. Primeiro havia dito na quinta-feira, 16 de outubro, que não cederia às pressões para conceder a licença de instalação da hidrelétrica de Jirau (RO, 3.300 MW), no Rio Madeira. Palavras textuais: “Não há licença política. Estamos tratando isso com a máxima prioridade, mas o tempo das licenças não é o tempo das chuvas, é o tempo do cumprimento dos termos da lei”, afirmou o ministro.

Como não se pode levar a sério declaração de autoridade (exceto se lida ao contrário) já o jornal Valor Econômico (29/10/2008) publicava uma reportagem de Daniel Rittner em que este informava :

“O consórcio Energia Sustentável do Brasil (Enersus) poderá, na próxima semana, montar seus primeiros canteiros de obras e as ensecadeiras responsáveis pelo desvio do rio Madeira. A garantia foi dada ontem pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que prometeu conceder em uma semana a licença “parcial” de instalação da hidrelétrica de Jirau, apesar da mudança de localização da usina. Essa licença não permitirá o início efetivo das intervenções de engenharia, mas dará sinal verde à mobilização de maquinário e de pessoal, a fim de permitir o aproveitamento da janela hidrológica (estiagem), que se encerra nos próximos dias. Com a promessa de um aval preliminar do Ibama, Minc recua completamente da posição que havia manifestado apenas duas semanas atrás. Na ocasião, ele rejeitara o “fatiamento” da licença em duas etapas”.

Agora a licença saiu com uma enorme trombada interna. Contrariando afirmações do ministro Carlos Minc, o presidente do Ibama, Roberto Messias, diz que a concessão da licença ambiental para a usina de Jirau refere-se apenas "à instalação do canteiro de obras", ou seja, não há aceitação, como disse Minc, da nova localização da hidrelétrica, cujo ponto aceito pela Aneel fica a 9,5 quilômetros de onde foi previsto no projeto. È claro que o presidente do Ibama é subordinado a Carlos Minc, mas, não vai para agradar seu chefe enfiar a cabeça na forca do Ministério Público Federal que está apontando uma bazuca contra a mudança que, segundo, dizem (a Enersus contesta e não tenho condições de avaliar quem tem razão por falta de estudos publicados) precisa de mais estudos e até pedem um novo licenciamento. È muita confusão. E Minc é expert em palavrório. Fala pelos cotovelos. Fala, fala e, até agora, como Marina é uma lacuna em termos de ações. Não fez nada de concreto. Sua grande vitrine continua a ser o colete.

Fonte: Jornal Diz Persivo

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

Gente de OpiniãoQuinta-feira, 5 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

A ilusão oficial: desemprego em queda numa economia que não vai tão bem quanto parece

A ilusão oficial: desemprego em queda numa economia que não vai tão bem quanto parece

A taxa oficial de desemprego no Brasil atingiu em 2025 o menor nível da série histórica do IBGE. Mas por trás dos números celebrados pelo governo, c

Entenda o "Efeito Dominó" na Economia Brasileira

Entenda o "Efeito Dominó" na Economia Brasileira

Viver no Brasil nos últimos anos tem sido um exercício de resiliência. Entre a sensação de que o dinheiro vale menos no supermercado e a dificuldade

Não subestime os mais velhos: eles são você amanhã, se sobreviver

Não subestime os mais velhos: eles são você amanhã, se sobreviver

O envelhecimento, tal como o conhecíamos, está passando por uma profunda transformação. Durante décadas, completar 60 anos significava, quase autom

O “samba do crioulo doido” de 2026: crise no país e fé no próprio taco

O “samba do crioulo doido” de 2026: crise no país e fé no próprio taco

O Brasil ingressa em 2026 vivendo uma contradição que desafia os manuais da economia tradicional, mas traduz com precisão a psicologia social do paí

Gente de Opinião Quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)