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Silvio Persivo

Retranca e melhor desempenho nos pênaltis despacham a poderosa Alemanha


Gustavo Gómez e paraguaios comemoram classificação contra Alemanha na Copa do Mundo • Getty Images via Divulgação/Fifa - Gente de Opinião
Gustavo Gómez e paraguaios comemoram classificação contra Alemanha na Copa do Mundo • Getty Images via Divulgação/Fifa

O Estádio de Boston, em Foxborough recebeu o terceiro confronto da segunda fase da Copa do Mundo 2026. Alemanha x Paraguai, onde, as apostas eram claramente favoráveis aos germanos. Até porque o Paraguai não foi muito bem contra a única equipe forte de seu grupo perdendo de 4x1 para os Estados Unidos. Malgrado o primeiro chute da partida ter sido dos paraguaios o que se viu, daí para a frente a posse de bola, o domínio alemão foi indiscutível. Porém, a retranca paraguaia funcionou extremamente bem, pois, efetivamente, o predomínio não se transformava em oportunidades ofensivas reais. Assim, apesar de amassar a equipe sul-americana, os atacantes não conseguiam se infiltrar se limitando a jogadas para o lado, cruzamentos para a área ou chutes de média e longa distância, que não surtiram efeito. E funcionou a famosa lei do futebol quando, depois de um escanteio, Bobadilla ganhou a dividida, a bola sobrou nos pés de Almirón, que passou por dois marcadores dando um passe na linha de fundo para Canale. O lateral cruzou e Enciso completou de cabeça para balançar as redes no 1 a 0. O susto apressou a Alemanha que, ainda assim, não conseguiu fazer nada mais no primeiro tempo. No segundo tempo a pressão alemã continuou seguindo no mesmo ritmo. Pelos lados e com cruzamentos na área e, por menos que parecesse eficiente, aos nove minutos, com uma bola cruzada por Wirtz para Havertz, que com uma "casquinha" desviou para superar o goleiro de Orlando Gill:1x1. Nagelsmann trocou Undav por Musiala e deslocou Kimmich para o meio buscando melhorar a armação e o que se viu foi a equipe rondando a área todo o tempo, porém o gol não saiu. Como tentativa de solução o técnico até colocou em campo o grandalhão Woltemade (1,98 m) para aproveitar os lançamentos, no entanto, o time de Gustavo Alfaro, entre raros chutes, que passaram ao largo, e cabeçadas, segurou o resultado. A prorrogação foi uma repetição do que estava sendo feito no final da partida. Depois que Jonathan Tah, na primeira parte dela, chegou a marcar de cabeça, depois anulado por conta de uma falta de Anton no goleiro, os paraguaios não saíram mais de seu campo numa clara indicação de que o time paraguaio desejava ir para os pênaltis, pois nem os contra-ataques conseguiam encaixar. O jogo ganhou ares de drama e de desespero de ambos os lados, de vez que, cansados, faziam faltas ansiosos para fazer e evitar o gol. Nos minutos finais Anton ainda deu uma cabeçada que Gill pegou e foi só. A primeira cobrança foi de Havertz cobrou primeiro e Gill defendeu. Maurício fez. Kimmich foi impecável. Gustavo Gómez, Musiala e Galarza acertaram sem dar chance. E Woltemade perdeu. Sanabria podia ter acabado com o jogo, mas perdeu. Amiri fez e fiou nos pés de Balbuena a definição. Neuer pegou enchendo a torcida alemã de esperança. Aí veio o balde água fria: Jonathan Tah desperdiçou.  Canales não. Bateu com frieza e fez a festa colorida do Paraguai. Enfim, o Paraguai decretou, efetivamente, a primeira grande zebra desta eliminatória da Copa ao vencer a Alemanha por 4x3 num jogo que, no tempo regulamentar, só teve uma bola para fazer gol e fez. E gol é o único detalhe necessário para se ganhar um jogo, principalmente de pênalti. 

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